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Diplomacia não vencerá chantagem de Trump por Bolsonaro, avalia governo

A única medida efetiva, avalia o governo, é mostrar, de alguma forma, que o preço a ser pago pela defesa do bolsonarismo é caro demais até para os EUA

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jul 2025, 15h01 •
  • Com um tarifaço a caminho e sanções aplicadas a autoridades brasileiras, o governo Lula avalia ter poucos instrumentos para negociar com o governo de Donald Trump.

    A leitura é de que as sanções anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos têm um claro objetivo: livrar a família Bolsonaro da Justiça brasileira.

    “Não há ferramenta diplomática capaz de ser efetiva, quando a lógica na mesa é a chantagem”, diz um auxiliar de Lula.

    A verdade é que a interlocução diplomática existente com os Estados Unidos, embora técnica, não tem espaço de fala no gabinete de Trump.

    Diplomatas brasileiros citam um texto de Joseph S. Nye Jr., sobre a derrocada do soft power americano no governo Trump, que mostra como o republicano tem a perder ao ameaçar o mundo como um típico valentão.

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    “Quando você é atraente, pode economizar em incentivos e punições. Se os aliados o veem como benigno e confiável, é mais provável que estejam abertos à persuasão e sigam sua liderança. Se o veem como um valentão não confiável, é mais provável que enrolem os pés e reduzam sua interdependência quando possível”, diz Nye Jr.

    “Os efeitos de um governo americano que abre mão do soft power são previsíveis demais. Coagir aliados democráticos como Dinamarca ou Canadá enfraquece a confiança em nossas alianças. Ameaçar o Panamá reacende o medo do imperialismo em toda a América Latina. Enfraquecer a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) – criada pelo presidente John F. Kennedy em 1961 – mina nossa reputação de benevolência. Silenciar a Voz da América é um presente para rivais autoritários. Impor tarifas a amigos nos faz parecer pouco confiáveis. Tentar restringir a liberdade de expressão em casa mina nossa credibilidade”, segue Nye Jr.

    O texto é de maio, mas se encaixa perfeitamente no momento atual. Trump colocou o Brasil, um amigo de longa data, na prateleira dos inimigos. Atua motivado motivado pelo bolsonarismo a defender ideias distantes da realidade. Não há como reagir de forma racional contra algo assim.

    A única medida capaz de fazer Trump recuar, avalia o governo, é mostrar, de alguma forma, que o preço a ser pago pelo governo republicano por defender Bolsonaro é caro demais até para os Estados Unidos.

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