Crise com Poderes pode esvaziar agenda do Congresso às vésperas do recesso
Caso problemas não sejam superados nos próximos dias, a atuação de deputados e senadores deve ficar restrita a iniciativas inadiáveis
As turbulências na relação com o Executivo e o Judiciário podem determinar um esvaziamento da agenda do Congresso nas próximas semanas, últimas antes do recesso parlamentar de fim de ano.
Congressistas estão irritados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa da decisão do petista de indicar Jorge Messias ao STF e não considerar o nome de Rodrigo Pacheco, favorito dos senadores.
Em relação ao STF, a insatisfação é causada pela liminar do ministro Gilmar Mendes de limitar à PGR a prerrogativa de pedir o impeachment de magistrados.
Na avaliação de fontes ouvidas pelo Radar, a crise, caso não seja superada nos próximos dias, deve restringir a atuação de deputados e senadores a propostas inadiáveis.
Focariam, então, na apreciação de uma medida que representasse uma resposta à Corte e na análise do Orçamento.
Outras iniciativas como a PEC da Segurança Pública, o projeto que busca cortar incentivos e o texto que estabelece um regime mais rigoroso para o devedor contumaz podem enfrentar mais dificuldades caso o ambiente caótico prevaleça.
Apesar disso, há articulações para que essas proposições avancem ainda neste ano apesar da crise.





