Bolsonaristas querem criar o cargo de líder fantasma na Câmara
Indicação de Eduardo Bolsonaro para líder dos bolsonaristas representaria uma humilhação inédita ao Parlamento e aos deputados de direita
Nessa cruzada insana para livrar Jair Bolsonaro da cadeia e poupar o mandato do filho dele que foi para os Estados Unidos conspirar contra o Brasil, a bancada bolsonarista na Câmara decidiu criar um cargo inédito na história do Parlamento: o de líder fantasma da minoria.
Depois de Eduardo Bolsonaro inventar — com a leniência da Câmara — o cargo de deputado que não trabalha, mas tem gabinete e até assessores pagos com dinheiro público — uma mamata –, a ideia agora é fazer do filho do ex-presidente o líder da minoria no lugar da deputada catarinense Caroline de Toni.
Os aliados de Bolsonaro tentam jogar com uma brecha do Regimento da Câmara que livra os líderes da Casa da comprovação de presença em plenário para trabalhar.
Como líder fantasma, Eduardo conseguiria seguir morando nos Estados Unidos sem exercer o mandato no Brasil e a ainda assim preservaria seus benefícios, já que não teria falta registrada.
Presidente da Câmara, Hugo Motta, pouco tem a fazer para barrar a decisão — uma humilhação também para ele, Motta –, caso os bolsonaristas aceitem serem liderados por um deputado que nem no país está.
O constrangimento, claro, cairá no colo do chefe da Câmara, que não terá outra opção a não ser resolver de uma vez por todas a situação de Eduardo, que usa o mandato parlamentar para tramar contra o Brasil nos Estados Unidos sem que nada seja feito pelo Legislativo — um escândalo.
“Se o Sóstenes (Cavalcante, líder do PL) decidir aceitar uma coisa dessa, vai acelerar a cassação de Eduardo”, diz um interlocutor de Motta.
A conferir.





