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As cartas na manga de Alckmin na negociação do tarifaço dos EUA 

Vice-presidente explica a parlamentares a estratégia de tensionar o ambiente antes de negociar com o governo Trump e sensibilizar empresários americanos

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jul 2025, 09h01 •
  • O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, buscou acalmar lideranças do Congresso mais ansiosas em tentar adiar o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a partir de 1º de agosto. 

    “Não pode já chegar com esse pedido. Mostra fraqueza”, disse Alckmin a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Hugo Motta (Republicanos-PB) e um grupo de senadores na residência oficial da presidência do Senado na última quarta-feira. Ele quer tensionar o ambiente antes de negociar.

    Um dos presentes trocou a fala em miúdos: “Para o Alckmin, já chegar querendo o adiamento é pedir arrego antes de começar a negociar.”

    Ainda assim, o vice de Lula deixou claro que está pronto para viajar a Washington assim que o governo Trump “aceitar dialogar” sobre o tarifaço contra produtos brasileiros.

    Além de ter os dados do comércio Brasil-EUA na ponta da língua, Alckmin disse ao grupo reunido na residência oficial do Senado que aposta na pressão dos empresários americanos para dobrar Trump.

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    Alckmin e seu ‘Power Point’

    Acompanhado da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o vice vem mostrando, com o auxílio de uma apresentação de slides com dados, onde cada setor de cada país mais vai perder com a cobrança de 50% nos Estados Unidos sobre importações brasileiras.

    No mesmo dia da reunião, Alckmin e o chanceler Mauro Vieira mandaram uma carta ao secretário de Comércio, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmando que “a imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”. 

    Dois dias antes, Alckmin já havia declarado que representantes do setor produtivo brasileiro vão se empenhar na mobilização de parceiros de negócios nos EUA contra o tarifaço, usando o setor siderúrgico como um dos principais exemplos da interdependência entre as duas economias.

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    Dados que o vice tem brandido na sequência de reuniões sobre as tarifas mostram que o Brasil é o terceiro maior comprador do carvão siderúrgico dos EUA, insumo essencial para a produção de aço semiplano, que, por sua vez, é exportado para o mercado americano para a fabricação de produtos acabados, como automóveis.

    “Vamos envolver (o setor produtivo) também porque é uma relação importante, que repercute também nos Estados Unidos, podendo encarecer produtos, encarecer a economia americana e, também, é uma oportunidade para mais acordos comerciais”, disse Alckmin a jornalistas na segunda-feira.

    “Eles vão trabalhar junto aos seus congêneres e parceiros norte-americanos: importadores, exportadores, CEOs de empresas (e) Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos”, declarou o vice-presidente e ministro.

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