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Ação bolsonarista para interditar o Congresso é ilegal, avalia Alcolumbre

Chefe do Legislativo recebeu propostas para driblar a chantagem de aliados de Jair Bolsonaro, que impediram sessões no Parlamento na terça

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2025, 08h38 • Atualizado em 6 ago 2025, 08h42
  • Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre teve um dia complicado, nesta terça-feira. Enquanto vivia o luto pela perde de um ente querido, teve de realizar uma reunião para lidar com uma crise fabricada pelo bolsonarismo.

    Aliados de Jair Bolsonaro decidiram interditar o plenário do Senado e da Câmara, nesta terça, numa espécie de chantagem contra Alcolumbre e Hugo Motta.

    A ação bolsonarista impediu que o Congresso tivesse sessões parlamentares nesta terça-feira, causando prejuízo direto ao país, que deixou de discutir temas importantes, diante do barulho causado pelos bolsonaristas no Legislativo.

    Para liberar o Congresso, os bolsonaristas anunciaram, na manhã de ontem, o valor do resgate: no Senado, Alcolumbre deve abrir o processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. Na Câmara, Motta deve pautar imediatamente o projeto de anistia ao bolsonarismo.

    Na reunião que teve no Senado, Alcolumbre tratou a ação como ilegal, arbitrária e antidemocrática e recebeu diferentes ideias para driblar a tentativa bolsonarista de capturar o Congresso. A oposição pode, sim, obstruir trabalhos no Legislativo, mas não pode impedir pela força que sessões aconteçam. “Há ferramenta e método para obstrução. A bandalha não é uma delas”, diz um senador ao Radar.

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    Alcolumbre e Motta, que já foram ameaçados com sanções do governo dos Estados Unidos por Eduardo Bolsonaro, resistiram a pressões. Os bolsonaristas passaram a noite no Congresso, num esforço coletivo para aparecer nas redes sociais e engajar apoiadores, que não tomaram as ruas do país para protestar contra a prisão de Bolsonaro.

    Em resposta aos bolsonaristas, Alcolumbre divulgou uma nota pedindo diálogo. Motta foi na mesma linha. Ambos vão se reunir com parlamentares nesta quarta para discutir a situação.

    No caso do Senado, foi cogitada, sem apoio inicial do chefe da Casa, a possibilidade que as sessões fossem feitas em outro plenário — o Auditório Petrônio Portella –, deixando o bolsonarismo alheio a votações. A Câmara poderia seguir pelo mesmo caminho.

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    A crise será discutida nesta quarta, mas não há sinal de que algo será feito. O bolsonarismo tomou o Congresso para fazer barulho. Não há interesse em estabelecer a normalidade no Parlamento. Em condições normais, Bolsonaro seguirá preso e o país virará a página sem atritos. Daí a necessidade de confusão.

    Os deputados e senadores usam as redes para mostrar a seus eleitores que estão supostamente fazendo alguma coisa em Brasília para reagir ao encarceramento de Bolsonaro. A ampla — e natural — cobertura da imprensa é um incentivo ao entrevero. Resta saber até que ponto vai o interesse nacional nesse assunto. Quem não recebe salário público para passar o dia com esparadrapo no rosto, precisa trabalhar para pagar as contas do mês e tem pouco tempo para ficar vendo o show na internet.

     

     

     

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