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‘A organização criminosa documentou o seu projeto’, diz Gonet no STF

O procurador-geral da República se manifestou no julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e aliados por golpe de estado, na Primeira Turma da Corte

Por Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 mar 2025, 10h37 • Atualizado em 25 mar 2025, 11h14
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifesta neste momento na Primeira Turma do STF no julgamento da denúncia que apresentou no mês passado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados por golpe de estado e outros crimes. No início da sua fala, que pode ter duração de até 30 minutos, o chefe da PGR descreveu a pesa acusatória e destacou que a organização criminosa supostamente comandada por Bolsonaro e pelo ex-candidato a vice-presidente, o general Walter Braga Netto, “documentou o seu projeto”, com “manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática”.

    “A denúncia retrata acontecimentos protagonizados pelo agora ex-presidente da República Jair Bolsonaro, que formou com outros civis e militares organização criminosa que tinha por objetivo gerar razões que garantissem a sua continuidade no poder, independentemente do resultado das eleições de 2022. A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, Braga Netto. Todos aceitaram, estimularam e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra a existência e independência dos Poderes e o estado democrático de direito”, afirmou Gonet.

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, participa do julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e aliados por golpe de estado e outros crimes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira
    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, participa do julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e aliados por golpe de estado e outros crimes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (Antonio Augusto/STF)

    “Os delitos descritos na denúncia não são de ocorrência instantânea. Eles compõem uma cadeia de acontecimentos articulados para que, por meio da força ou da sua ameaça, o presidente da República, Jair Bolsonaro, não deixasse o poder, ou a ele retornasse, contrariando o resultado das eleições. A denúncia recorda que, a partir de 2021, o presidente da República proferiu discursos em que adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional. Mostrava-se descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor”, acrescentou.

    O representante do Ministério Público Federal então disse que a escalada “ganhou impulso mais notável” quando Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se elegível e o cenário das pesquisas eleitorais se mostrou a ele inclinado. “Foram então postos em práticos planos articulados para a manutenção, a todo custo, do poder do então presidente da República”, disse.

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    “A organização criminosa documentou o seu projeto, e durante as investigações foram encontrados manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens reveladores da marcha da ruptura da ordem democrática objeto dos esforços da organização. Para criar condições favoráveis ao seu propósito, o grupo registrou a ideia de ‘estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações’ e de replicar essa ‘narrativa’ novamente e constantemente, a fim de minar a credibilidade do provável resultado eleitoral desfavorável”, relatou o procurador-geral.

    Leia a seguir a íntegra da manifestação de Gonet:

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