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A nova confusão da gestão de Márcio Pochmann no IBGE

Petista tenta impor um novo estatuto ao órgão e é acusado por servidores de buscar a 'destruição' da instituição

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 set 2025, 17h50 • Atualizado em 18 set 2025, 22h06
  • O petista Márcio Pochmann começou o ano metido numa confusão com servidores do IBGE, depois de ter tentado, sem sucesso, criar uma espécie de poder paralelo no órgão, ao instituir uma tal fundação de direito privado IBGE+. Após manifestações de servidores organizadas pelo movimento sindical, a ideia acabou acomodada na gaveta. Agora, Pochmann está de volta no centro de mais uma crise com servidores do órgão. O motivo? O mesmo ímpeto de mexer nas estruturas do IBGE a partir de um novo estatuto, classificado por servidores como um movimento para buscar a “destruição institucional” do órgão.

    Nesta quinta-feira (respire fundo), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística convocou assembleias para reagir a Pochmann.

    Segundo o texto, no início do mês, o chefe do IBGE apresentou aos servidores uma proposta de novo Estatuto do IBGE. “A ideia foi apresentada de forma vaga, em uma apresentação de vídeo sem abertura de fala ou mesmo de mensagens de chat para que os servidores pudessem expressar dúvidas ou posicionamento”, diz o sindicato.

    A minuta foi disponibilizada aos servidores na Intranet do IBGE, com o recado claro de que debater o texto não era uma opção aos servidores. “A direção do IBGE deixou explícito que não planeja abrir nenhum espaço coletivo de debate (certamente por saber que o resultado lhe seria desfavorável), mas meramente colher opiniões dos servidores pela intranet — opiniões que serão, como de costume, ignoradas pela gestão”, diz o sindicato.

    O novo estatuto do IBGE tem a contrariedade até de setores internos do órgão. Em um comunicado aos servidores da categoria, a entidade cita uma nota técnica da Coordenação de Planejamento e Gestão e da Gerência de Estruturas e Modelos Organizacionais contra o novo estatuto.

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    Leia o texto do sindicato que aborda a questão:

    “A ASSIBGE-SN manifesta seu apoio integral à Nota Técnica nº 1/2025, produzida pela Coordenação de Planejamento e Gestão (CPG/DE) e pela Gerência de Estruturas e Modelos Organizacionais (CPG/GMO), que analisa a proposta de revisão do Estatuto e da estrutura organizacional do IBGE.

    Elaborada em prazo curtíssimo, a Nota Técnica comprova, mais uma vez, a excelência e o compromisso dos servidores do IBGE, que exercem suas atribuições com rigor técnico e respeito às normas. Em contraste, a proposta de novo Estatuto divulgada pela atual gestão em 3 de setembro de 2025, elaborada a partir de consultoria externa, ignora os servidores responsáveis pela matéria, desconsidera os requisitos legais e atropela os procedimentos institucionais. Trata-se de um texto repleto de inconformidades técnico-administrativas, erros conceituais e justificativas frágeis.

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    Esse processo repete um modus operandi de desrespeito às instâncias institucionais e de esvaziamento do papel técnico dos servidores, criando ambiente de instabilidade e insegurança dentro do Instituto. O projeto “Diálogos”, anunciado como espaço participativo, tem se revelado meramente formal, sem absorver as contribuições da categoria.

    Entre os principais riscos da proposta de novo Estatuto estão:

    • enfraquecimento do perfil técnico da direção, com viés de centralização burocrática;
    • retirada de competências técnicas do IBGE, inclusive por meio da terceirização tecnológica ao SERPRO;
    • inconsistências frente a referências internacionais fundamentais, como o GSBPM (UNECE) e os Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais da ONU;
    • ausência de avaliação de riscos, de justificativa sólida e de projeto estruturado.
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    A ASSIBGE-SN reafirma que o IBGE é um órgão de Estado estratégico, cuja missão exige independência técnica, rigor científico e decisões colegiadas. A defesa do IBGE passa por:

    • valorização das atribuições e do conhecimento de seus servidores;
    • respeito às normas legais e institucionais;
    • planejamento democrático, via Congresso Institucional;
    • eleições para a presidência do IBGE.

    A “era digital” não pode servir de justificativa para desmontar metodologias estatísticas, terceirizar competências e enfraquecer o papel do IBGE. Ao contrário, é momento de reforçar sua autonomia e capacidade técnica, em benefício da sociedade brasileira.

    A ASSIBGE-SN seguirá denunciando qualquer tentativa de esvaziamento institucional e reafirma sua defesa do IBGE como patrimônio público, democrático e estratégico do Estado brasileiro.”

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