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A insatisfação de Lula com o primeiro escalão do governo

Petista deve mexer nas peças do ministério para tentar melhorar a fotografia da gestão na segunda metade de seu mandato

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 dez 2024, 10h01 •
  • Lula vai fechar o ano descontente com alguns ministros que, segundo ele, “não geram pautas positivas, não são referências no debate público em suas áreas e não ajudam no Congresso”.

    Ao criar 39 pastas para compor a Esplanada dos Ministérios, Lula imaginou abrir pontos de defesa do governo e de promoção de ações do seu mandato em diferentes áreas. As coisas, até aqui, não saíram como o esperado.

    Além da dificuldade de articular um discurso único num governo tão grande — para fazer uma reunião com todo o primeiro escalão é necessário reservar um dia inteiro –, uma parte dos ministros escolhidos pouco avançou nos debates públicos em suas funções — principalmente no front das redes sociais, onde o governo costuma perder batalhas em série para a oposição bolsonarista.

    Para piorar, a nova realidade política em Brasília — com um Parlamento empoderado por emendas parlamentares impositivas — tornou o loteamento de ministérios entre partidos políticos uma ferramenta pouco eficiente para garantir poder sobre a agenda do Congresso.

    Quando partilhou seus ministérios entre partidos que integram a base do governo, o petista imaginava ter uma vida mais tranquila ao negociar a aprovação de matérias de interesse do Planalto. A realidade, no entanto, mostrou que os políticos que foram para a esplanada têm influência limitada nas bancadas partidárias, já que o Congresso se move hoje nos ventos da polarização política e do velho fisiologismo que sempre ditou interesses nas discussões de plenário.

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    Esse conjunto de evidências deve levar o petista a promover uma reforma no primeiro escalão, com mudanças pontuais para acomodar novas forças e substituir auxiliares que não entregaram o prometido.

     

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