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A baleia ajudou Bolsonaro

Ex-presidente foi chamado a depor na investigação marinha da Polícia Federal que só reforça discurso de perseguido do capitão

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 fev 2024, 10h15 - Publicado em 28 fev 2024, 07h30

Alvo de múltiplas investigações no STF, Jair Bolsonaro vestiu o figurino de vítima há tempos. Na narrativa bolsonarista, o ex-presidente é alvo de uma perseguição orquestrada pelo ministro Alexandre de Moraes e pelo petismo com o objetivo de consumar sua prisão e tirá-lo da política.

Não é que Bolsonaro tenha, no Planalto, atacado instituições, alimentado sonhos golpistas de seus aliados militares e protagonizado outras tantas irregularidades — da falsificação de atestados de vacina ao desvio de joias da Presidência. Ele, em seu discurso para apoiadores, se considera alvo de um vale-tudo judicial com resultado já determinado: a cadeia.

Ainda que encante apenas os apaixonados seguidores que estiveram na Avenida Paulista, no domingo, a vitimização bolsonarista ganhou, nesta terça, um significativo argumento em sua narrativa. Diferentes servidores pagos com dinheiro público se reuniram numa delegacia para colher o depoimento de Bolsonaro numa investigação sobre a importunação de uma baleia.

O que diriam os petistas se Lula, nos idos da Lava-Jato, tivesse sido chamado a falar na Polícia Federal, não dos casos de corrupção com empreiteiras, mas sobre o suposto desassossego do mamífero? Pobre baleia!

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Como o animal não foi intimado a depor, restou o relato de Bolsonaro negando aos investigadores o suposto crime de “importunação intencional” no mar de São Sebastião, litoral paulista, no ano passado. “Você não consegue controlar um animal daquele tamanho”, disse, em tom grave, um dos advogados de Bolsonaro, após a oitiva.

O ex-presidente só faltou dizer que navegava dentro de suas quatro linhas no mar e que foi a baleia a usurpadora do espaço.

Ainda que tenha amparo legal para acontecer, a bizarra investigação marinha da PF só fortalece a narrativa bolsonarista de que vale tudo mesmo para constranger e tentar pegar o capitão, como o próprio já registrou: “Todo dia tem uma maldade em cima de mim, a de ontem foi que estou perseguindo baleias”.

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