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A aposta de Tarcísio de Freitas ao abraçar o radicalismo de Bolsonaro

O governador de São Paulo é um político. Como tal, acredita no poder do tempo para apagar atitudes reprováveis aos olhos dos eleitores

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2025, 09h23 •
  • Na política, é ponto pacífico que pecados antigos — exceto os capitais, claro — não comprometem eleição. O eleitor, no Brasil, é bombardeado diariamente por uma variedade tão grande de absurdos, que muita coisa acaba se perdendo nesse caldeirão social.

    É por esse raciocínio que políticos bolsonaristas, sem medo de perder votos, defendem hoje uma anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro. Nenhum deles teve coragem de fazer tal discurso enquanto os escombros ainda cobriam as sedes dos poderes, naqueles dias de 2023, como feridas ao sistema democrático. Jogam agora com o esquecimento da sociedade.

    Na mesma linha vai Tarcísio de Freitas, que rasgou a fantasia de moderação nesta semana para atacar o STF e defender os aliados que, segundo a PGR, tentaram acabar com a democracia no país. Ver o governador de São Paulo dizer que não acredita na Justiça e endossar uma narrativa de que há uma ditadura em curso no Brasil surpreendeu ministros do Supremo e, por certo, muitos eleitores que acreditavam no figurino moderado de Freitas.

    O governador de São Paulo é um político. Como tal, acredita no poder do tempo para apagar atitudes reprováveis aos olhos dos eleitores moderados, como seu discurso no palanque de domingo.

    Um ministro aplicado em seus deveres durante o governo de Jair Bolsonaro, Freitas foi inventado na política pelo ex-presidente que o fez candidato ao governo paulista. Criador e criatura estão ligados e seguirão assim em direção ao pleito de 2026.

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    Em Brasília ou em São Paulo, até mesmo políticos importantes precisam decidir a quem servir. Lula virou o que virou — para o bem ou para o mal — quando se uniu aos “picaretas” do Congresso que tanto criticou, governou abraçado com José Sarney e Fernando Collor. Fez alianças com inimigos históricos. Está aí até hoje, porque serviu — e se serviu — ao modelo político que tanto criticava. As falas e contradições de Lula — e são muitas — foram esquecidas pela maioria, apagadas pelo tempo.

    Freitas é uma invenção de Bolsonaro. Ao romper com ele, teria de buscar luz própria. Como governador, julgou que não seria hora de uma ruptura ou um afastamento estratégico. Se chegar ao Planalto, quem sabe.

    Por ora, bate continência, mostra que é fiel e arrisca-se a deitar no caixão, como disse ontem um ministro do STF ao Radar. Que aliado seria Freitas se jogasse seu criador aos leões no seu pior momento, justamente na semana em que será condenado à prisão pelo Supremo? A política perdoaria tal comportamento?

    Freitas arca com o desgaste momentâneo para não ser acusado de ingrato ou traidor, enquanto conta com o poder do tempo e com a memória curta do eleitor — e há, de fato, muito chão até 2026 — para apagar seus atos.

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