11 de setembro, o dia que ficará na história da democracia brasileira
Ministros do STF devem concluir a votação do julgamento de Bolsonaro, confirmando as condenações dele e de militares de alta patente por tentativa de golpe
Está longe de ser o último capítulo desta triste novela que envolve a guerra de Jair Bolsonaro contra o STF — um conflito que se arrasta desde os tempos em que o ex-presidente ocupava o Palácio do Planalto –, mas o que acontecerá nesta quinta no Supremo será, certamente, um dos capítulos mais simbólicos dessa saga.
Um dia histórico — seja para apoiadores ou adversários dos réus — que deve confirmar as condenações de um ex-presidente da República, de ex-ministros de Estado e de generais e ex-comandantes militares por tentativa de golpe de Estado.
Quarta integrante da Primeira Turma a votar no julgamento da trama golpista, Cármen Lúcia, segundo ministros do STF ouvidos pelo Radar, deve condenar Bolsonaro e outros réus denunciados pela PGR como integrantes da cúpula da organização criminosa que tramou assumir o poder por meio da força.
Estará formada, então, a maioria de votos necessárias à condenação de Bolsonaro. E, na visão de magistrados, de “forma simbólica”, pelo conjunto de sua obra no poder, marcada por ameaças golpistas e discursos radicais que espalharam ódio a instituições no país.
Já com o placar definido, envolvendo ainda a condenação de militares de alta patente — um marco histórico na democracia brasileira –, ficará a cargo do chefe do colegiado, ministro Cristiano Zanin, fechar a votação. O ministro também é considerado um voto alinhado ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Neste 11 de setembro, que marca um dos atentados mais tristes da história do planeta, nos Estados Unidos, e que marca também o início de uma ditadura na América Latina, no Chile do ditador Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973, o STF terá um veredicto histórico a marcar também por aqui essa data.






