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Governo manda recados fiscais e bolsa fecha a semana no zero a zero

Revisão do déficit e veto à desoneração da folha testam o mercado

Por Felipe Erlich
25 nov 2023, 10h11

A última semana foi marcada por sinalizações do governo federal que desagradaram o setor produtivo e o mercado. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento revisaram para cima sua expectativa quanto ao déficit de 2023, como divulgado na quarta-feira, 22. O rombo, que em setembro foi estimado em 41,4 bilhões de reais, agora deve girar em torno de 177,4 bilhões de reais — cada vez mais distante da meta proposta pelo ministro Fernando Haddad, da Fazenda. Caso se concretize, o déficit primário deste ano seria de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), superior ao patamar de 1% do PIB perseguido pela equipe econômica. Contudo, Haddad também teve algo a comemorar nos últimos dias, com a aprovação do projeto que taxa alocações offshore e fundos exclusivos de investimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado — horas antes da revisão do déficit se tornar pública. A medida é considerada fundamental para que, em 2024, o governo tenha alguma chance de cumprir a meta fiscal.

Contribuindo para o clima deteriorado entre o governo e o mercado financeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto que prorroga a desoneração da folha de salários em 17 setores da economia até 2027. A desoneração começou em 2011 como uma política temporária, sendo renovada sucessivas vezes. Se mantido o veto, a medida será encerrada ao final deste ano. A escolha que se coloca é entre diminuir o peso do Estado na atividade produtiva e garantir um maior equilíbrio fiscal, com o presidente tendo optado pela segunda opção a pedido de Haddad. O ministro prometeu apresentar uma alternativa à desoneração da folha até o fim do ano — o que talvez não seja necessário, pois parlamentares já se mobilizam para derrubar o veto de Lula o quanto antes.

Em meio aos tumultos vindos de Brasília, a bolsa operou entre perdas e ganhos da última semana. O Ibovespa, principal parâmetro do mercado, ficou praticamente no zero a zero, subindo apenas 0,6% no acumulado do período. Após o veto à desoneração por Lula, na sexta-feira, 24, o índice registrou queda de 0,84%. O dólar, por sua vez, fechou a semana em alta, indo de 4,85 reais para 4,9 reais ao longo da semana. Outro ponto sensível para o mercado nos últimos dias foi a divulgação do plano de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos. Houve uma série de discussões entre a alta cúpula do governo federal a fim de garantir que o desenho fosse de seu agrado, rendendo um puxão de orelha em Jean Paul Prates, presidente da estatal. Chegou-se a um plano de 102 bilhões de dólares, ou cerca de 500 bilhões de reais, em linha com as expectativas mais altas de analistas.

Um setor que ganhou ainda mais evidência na semana foi o bancário, com uma passada de bastão e discussões nos bastidores sobre o futuro dos pagamentos. O Bradesco anunciou a troca de seu CEO, Octavio de Lazari Junior, por Marcelo Noronha. A troca de comando de um dos grandes bancos do país ocorre em meio à alta da inadimplência e contínuas quedas no lucro da companhia. As ações do Bradesco subiram 4,66% na semana e cerca de 2% desde o anúncio da troca. Também no mundo das finanças e como publicado pelo Radar Econômico, uma nova proposta para limitar os juros do rotativo do cartão de crédito deve ser apresentada por instituições financeiras até o dia 3 de janeiro. O tema é caro ao governo federal e ainda deve gerar discussões ao longo do ano.

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