Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90
Imagem Blog

Pé na estrada

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Viagens de carro para quem ama o caminho tanto quanto o destino

O efeito devastador das tarifas impostas por Trump a carros importados

Após anunciar um imposto de 25% sobre veículos produzidos fora dos Estados Unidos, ações de diversas montadoras despencaram

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 mar 2025, 12h28 •
  • Em fevereiro, o presidente americano, Donald Trump, havia ventilado a possibilidade de impor uma tarifa de 25% sobre carros importados. Na época, nenhum detalhe adicional foi dado, mas as montadoras ficaram preocupadas – afinal, a tarifa atual é de apenas 2,5%. Na noite de quarta-feira, 26, Trump confirmou que o novo imposto passaria a valer a partir da próxima quarta, dia 2 de abril.

    Imediatamente, a União Europeia e o Canadá se manifestaram contra o aumento do imposto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida era “ruim para as empresas, pior para os consumidores”. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que a decisão é um “ataque direto” aos trabalhadores do país. Trump rebateu, fazendo ameaças contra qualquer retaliação. “Tarifas em larga escala, muito maiores do que as atualmente planejadas, serão impostas a ambos para proteger o melhor amigo que cada um desses dois países já teve!”, escreveu ele em sua rede social.

    O efeito da medida já é sentido pelas montadoras. Na manhã desta quinta-feira, 27, as ações da maioria das empresas do setor operavam em quedaNos Estados Unidos, as ações da General Motors caíram 6,2% e da Ford, 4,7%. A Stellantis, marca que controla Ram, Jeep, Chrysler e outras, caiu 6,4%, a Mercedes-Benz perdeu 5,5%, a BMW caiu 3,9% e a Porsche caiu 4,2%, enquanto a Volvo Cars e a fabricante de autopeças Continental caíram cerca de 2,5% cada. O efeito é registrado também em outros países. As ações da Toyota, a montadora que mais vende veículos no mundo, caíram 3,7% no início do pregão em Tóquio, enquanto a Nissan perdeu 3,2% e a Honda, 3,1%. Na Coreia do Sul, as ações da Hyundai caíram 3,4%. 

    Segundo Trump, o objetivo é fortalecer a indústria automotiva norte-americana. O presidente afirma que a meta de longo prazo é que a manufatura volte a ser feita totalmente dentro dos Estados Unidos. 

    Hoje, no entanto, a situação é muito diferente. Nenhum carro é totalmente produzido nos EUA. Muitos são montados a partir de peças provenientes de outros países. O site The Drive publicou uma investigação sobre os principais modelos de picapes grandes, a Ford F-150, a Ram 1500 e a Chevrolet Silverado. A reportagem mostra que cerca de 50% das peças das caminhonetes são provenientes dos EUA e do Canadá. O resto vem de outros países, e as empresas nem sempre divulgam com exatidão a origem. Embora sejam modelos associados ao estilo de vida americanos, e suas campanhas de marketing orgulhosamente digam que eles são “assembled in America“, ou seja, “montados na América”, isso não significa que eles sejam completamente fabricados por lá.

    Continua após a publicidade

    Há muitos modelos populares que são produzidos no México, por exemplo, e seguiam para os Estados Unidos. Os acordos de comércio fizeram com que se tornasse mais vantajoso produzir em outros lugares e só terminar a montagem em solo americano. A Volkswagen, por exemplo, é a mais vulnerável das marcas alemãs, já que depende muito da produção no México e não tem linhas americanas para suas marcas Audi e Porsche

    A medida deve favorecer os carros da Tesla, que são, de fato, fabricados em instalações localizadas dentro dos Estados Unidos. 

    Para o consumidor final, o aumento das tarifas significam, obviamente, um salto nos preços. Segundo analistas do mercado americano, podem significar até 10 mil dólares de diferença no valor final. A japonesa Subaru, por exemplo, já está fazendo propagandas em seu site anunciando os últimos dias para aproveitar o preço antigo, “pré-tarifas”.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).