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Por Paulo Cezar Caju
O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum
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O futebol brasileiro precisa de Viagra

Treinadores, caprichem na pimenta e no afrodisíaco: nossa torcida, mesmo que virtual, merece algo bem melhor

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Atualizado em 21 set 2020, 17h10 - Publicado em 21 set 2020, 16h54

Qual a principal diferença entre o Palmeiras, de Luxemburgo, entre os quatro primeiros na tabela, e o Bragantino, de Maurício Barbieri, entre os quatro últimos? O Bragantino joga um futebol muito mais bonito, alegre, com tabelas, dribles e muita velocidade. Você se diverte assistindo. O Palmeiras é sonolento, previsível e pouco me importa essa história de invencibilidade. Os times de Jorge Sampaoli fazem quatro e querem dez! Tomara que siga assim, com essa mentalidade de vencer jogando bonito. Dá para conseguir esse equilíbrio, sim.

A impressão que tenho é que Vagner Mancini está entrando para esse time. Dessa forma, deu visibilidade ao Atlético Goianiense, que merecia o empate com o xará mineiro. Se o Palmeiras ganhar o título dessa forma o futebol será derrotado novamente. Jair Ventura tem apresentado um Sport mais vistoso. A forma de jogar influencia no comportamento do jogador. Entrar para se defender, garantir resultado, é uma coisa, e entrar para jogar bola é outra.

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Pergunte a um atacante se ele prefere ficar voltando até o próprio gol para marcar o adversário ou se prefere gastar suas energias driblando seus adversários e tentando fazer gols. Reparem no jovem Tales Magno, do Vasco, preso na esquerda, jogando sem alegria, sem tesão. Futebol é prazer, entrega. Benitez e Cano, do próprio Vasco, demonstram isso. Na verdade, os argentinos jogam com alma. Por isso, sou fã de Marcelo Bielsa, atualmente no Leeds, da Inglaterra. Seus times sempre fazem muitos gols e, não por acaso, é a grande referência de Sampaoli.

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Fernando Diniz segue tentando achar o modelo ideal para o São Paulo. Para usar esse esquema a defesa não pode ser tão frágil e é esse o grande segredo, a busca do equilíbrio perfeito. O que não dá é um time 100% marcador, sem nenhum jogador com vocação para o drible, para o improviso. Esse equilíbrio tem conseguido Miguel Ángel Ramírez, do Independiente del Valle, que goleou um Flamengo desfigurado. É clara a insatisfação de alguns jogadores, como Gérson, titular absoluto na era Jorge Jesus, e que agora amarga regularmente um banco. Mas a verdade é que o espanhol Miguel Ángel é um dos grandes técnicos em atividade no mundo.

Por isso, não entendi a ida de Mano para o Bahia, time acostumado a apostar no futebol ofensivo, com tempero apimentado. E é justamente isso! Nossos técnicos precisam caprichar na pimenta e nos afrodisíacos, nossa torcida, mesmo que virtual, merece apresentações no ritmo da batida do Olodum, da guitarra de um Jimi Hendrix, do suingue de um Simonal e do vozeirão de um Neguinho da Beija-Flor. Esse soninho ninguém suporta mais! Nosso futebol precisa de explosão, de uma boa dose de azulzinho. Nosso futebol precisa de Viagra! E viva a felicidade!!!

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