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O Som e a Fúria

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O que pensava Erasmo Carlos sobre sua música que voltou às paradas

Canção 'É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo', trilha de 'Ainda Estou Aqui', foi lançada em 1971 e marcou a transição da juventude para a vida adulta do músico

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jan 2025, 14h31 • Atualizado em 9 jan 2025, 10h51
  • A vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro, no domingo, 5, por sua atuação no filme Ainda Estou Aqui ajudou a despertar o interesse novamente em um dos discos mais importantes da carreira de Erasmo Carlos (1941-2022). Lançado em 1971, o álbum Carlos, Erasmo, conta com a música É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo, composta por Erasmo e Roberto Carlos, que toca em um dos momentos mais emblemáticos do filme. O álbum, um dos marcos do rock brasileiro, marcou também a transição da juventude para a vida adulta do músico. A data de lançamento da música, aliás, é a mesma em que o filme é situado.

    Composição de versos econômicos, mas contundentes, e uma criativa guitarra de Lanny Gordin (1851-2023), a canção precisou, assim como todas as formas de arte feitas no Brasil naquela época, ser aprovada pela censura antes de ser lançada. “Eu cheguei de muito longe / E a viagem foi tão longa / E na minha caminhada / Obstáculos na estrada / Mas enfim aqui estou”, diz a letra. Não por acaso, a canção voltou às paradas de sucesso no final do ano passado, logo após o lançamento do filme, com um aumento de 220% no número de reproduções na Deezer, e 455% no Spotify.

    O álbum se mostrava antenado com as novidades musicais da época. Sem se prender ao passado, ele contava com canções de samba-rock, funk e soul, com sucessos como Masculino, Feminino, De Noite Na Cama, Agora Ninguém Chora Mais, Gente Aberta, entre outras.

    Em entrevista a VEJA, em 2021, um ano antes de sua morte, Erasmo comentou sobre o culto ao álbum. “As pessoas consideram esse disco como meu melhor trabalho, mas eu gosto mesmo é do anterior: Erasmo Carlos e os Tremendões. O Carlos, Erasmo é o que eu chamo do meu primeiro disco adulto. Mas foi no Tremendões que eu comecei a liberar a minha mente, com gravações como Coqueiro Verde, Saudosismo e Teletema. Foi ali que eu comecei a botar as asinhas de fora. Ele foi o meu vestibular para a fase adulta”, disse.

    Para além de É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo, o álbum contava ainda com uma canção polêmica: Maria Joana, que na época causou problemas com a ditadura militar porque falava de maconha. Na entrevista, ele refletiu sobre a dificuldade de descriminalizar a erva no país. “O mundo todo involuiu. Não era esse o mundo que eu imaginava nos anos 1970. Eu imaginava que as coisas seriam mais esclarecidas, mais modernas, mais fáceis. Eu imaginava a ciência do bem prevalecendo sobre a ciência do mal. Estou decepcionado com o mundo, inclusive com as pessoas”.

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