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O Som e a Fúria

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O demônio que ajudou um álbum de rock a vender quase 20 milhões de cópias

Entenda o caso

Por Sergio Ruiz Luz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jun 2025, 14h54 • Atualizado em 9 jun 2025, 20h45
  • Lançado em 1973, o álbum Tubular Bells, do inglês Mike Oldfield, virou um ícone cultural e um dos maiores sucessos de rock de todos os tempos, com vendas próximas a 20 milhões. O artista gravou sozinho a obra dividida em duas partes de mais de 2o minutos, revezando-se na guitarra, baixo, teclados e nos “sinos tubulares” que deram nome ao disco.  A música tem uma estrutura inspirada em peças eruditas, com alternância de climas e de ritmos na forma de pequenas suítes instrumentais que vão se interligando em um crescendo.

    Por falta de melhor definição, o resultado inovador acabou sendo colocado na prateleira do rock progressivo (alguns o batizaram de rock cósmico, seja lá o que isso significa) e recebeu inúmeras resenhas positivas na época — até hoje, aliás, figura na lista de várias publicações como um dos discos mais importantes dos anos 70. Oldfield criou anos depois outras duas sequências da obra e ela segue sendo reinterpretada nos palcos. Prova disso é o anúncio recente de uma turnê que será realizada no próximo ano, entre fevereiro e março, com shows realizados por uma banda recrutada por Robin Smith, um antigo colaborador do criador de Tubular Bells.

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    Mike Oldfield: relação de amor e ódio com o filme O Exorcista (Reprodução/VEJA)

    Oldfield já havia batido nas portas de algumas gravadoras tentando vender o projeto de Tubular Bells. Quem acabou bancando a aposta foi a recém-criada Virgin, de Richard Branson. Dessa forma, o disco virou também a ponta de lançamento do império que seria erguido pelo empresário. Nas entrevistas, ele reconhece a importância do álbum, dizendo que ele foi o responsável pelo primeiro 1 milhão de dólares ganho por ele nos negócios.

    O autor de Tubular Bells lançou seu último álbum em 2017 e aposentou-se dos palcos seis anos depois. Sempre que questionado sobre o sucesso atrelado ao filme O Exorcista, afirma que tem sentimentos ambíguos em relação a isso, pois as canções do disco não foram inspiradas naquela história. Não tem jeito mesmo. O longa demoníaco ajudou nas vendas, mas cobrou um preço: para todos os tempos, a obra ficou marcada como música de filme de terror.

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