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K-pop virou assunto militar – e pode render até pena de morte

Na Coreia do Norte, quem escuta o gênero pode ser fuzilado, enquanto no Sul, os ídolos da música negociam isenção do serviço militar obrigatório

Por Felipe Branco Cruz 4 Maio 2022, 16h47

O K-Pop, a música pop da Coreia de Sul, se tornou um fenômeno tão grande na península coreana que o ritmo está ganhando interesse militar em ambos os lados. Enquanto no Sul, o governo estuda dar isenção do serviço militar obrigatório para os integrantes dos grupos musicais, no Norte, pessoas já foram executadas por serem flagradas ouvindo a música.

Em dezembro do ano passado, o jornal The New York Times noticiou que o governo do ditador Kim Jong-un executou publicamente pelo menos sete pessoas na última década por assistir ou distribuir vídeos de K-pop. Para o ditador, o ritmo musical é um “câncer vicioso”. Desde que assumiu o poder, Jong-un se tornou em um notório crítico de todo o tipo de entretenimento sul-coreano, desde filmes, séries de TV e também as músicas. Para ele, a cultura do Sul corrompe os norte-coreanos. Segundo o jornal, as pessoas foram mortas com nove tiros disparados por três soldados.

Enquanto isso, no Sul, o K-pop se transformou em uma importante peça de propaganda da cultura do país. O ritmo é tão importante que o governo estuda isentar do serviço militar os músicos do grupo BTS. Vale lembrar que as duas Coreias se mantêm em estado de guerra há quase 70 anos e o serviço militar é algo extremamente importante por lá.

O ministro da Cultura, Esporte e Turismo, Hwang Hee, pretende aprovar uma nova lei que permita que as estrelas pop sirvam seu país de outra maneira, fora das forças armadas. Segundo a atual lei, todos os homens fisicamente aptos devem se alistar  antes dos 30 anos para dois anos de serviço militar. Dentre as isenções possíveis estão músicos clássicos, folclóricos e medalhistas olímpicos. A tese de Hwang Hee é que o soft power cultural da Coreia tem o mesmo peso do serviço militar.

 

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