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O Som e a Fúria

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Entenda o que são as ‘montagens’, nova febre da música brasileira

As MTGs caíram no gosto dos jovens, que estão redescobrindo clássicos, dessa vez com batida moderninha

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 9 jul 2024, 14h53 - Publicado em 6 jul 2024, 08h00

Nas últimas semanas, a sigla MTG — abreviação para “montagem” — tomou conta das paradas nacionais no streaming. Surgidas com os DJs da cena de funk e música eletrônica de Belo Horizonte, as MTGs nada mais são que remixes ou versões de músicas de sucesso, geralmente de estrelas da MPB, como Caetano Veloso e Seu Jorge — mas até gringas, como Billie Eilish. Com levada mais lenta, as MTGs caíram no gosto dos jovens, que estão redescobrindo clássicos, dessa vez com batida moderninha. Na Deezer, a montagem de Chihiro, de Billie Eilish, ocupa o segundo lugar no país. Em terceiro está Quem Não Quer Sou Eu, de Seu Jorge, feita por DJ Topo, MC Leozin e MC G15. Faixas como Cabide, de Martn’ália, e Morena Tropicana, de Alceu Valença, também figuram na lista.

Se as MTGs têm o mérito de resgatar o repertório do passado, como os hits Evidências e Sinônimos, de Chitãozinho & Xororó, elas esbarram numa polêmica: a legalidade da prática. Por se tratar de um movimento espontâneo, os DJs fazem e lançam as MTGs na surdina em serviços de streaming como SoundCloud ou YouTube, em que é mais difícil derrubar a canção por violação dos direitos autorais, para depois pedir autorização aos músicos. Nesses espaços, a versão ganha vida própria e pode viralizar de maneira notável. Mas sem que ninguém seja remunerado por isso: nem o DJ que fez a montagem, nem o compositor original da canção.

REINVENÇÃO - Chitãozinho & Xororó: hits em ritmo de funk
REINVENÇÃO – Chitãozinho & Xororó: hits em ritmo de funk (Jales Valquer/Fotoarena/.)

O fenômeno despertou preocupação na indústria. Maior hit do momento de um artista brasileiro, a montagem de Quem Não Quer Sou Eu foi aprovada por Seu Jorge em uma negociação intermediada pela distribuidora digital MusicPro. “É uma forma de trabalhar o catálogo antigo do artista e fazer ele voltar a render”, diz a executiva Brenda Espasandin. Já Alceu Valença não autorizou a versão, apesar de a MTG continuar circulando de maneira ilegal. Às vezes, o problema nem é o artista e, sim, a burocracia das grandes gravadoras, que demoram meses para dar uma resposta positiva ou negativa, tempo que o DJ não está disposto a esperar. Distribuidoras digitais como OneRPM e gravadoras menores, como a Trama, já avisaram que apoiam o movimento. “Proibir é muito careta”, diz João Marcello Bôscoli, sócio da Trama.

Publicado em VEJA de 5 de julho de 2024, edição nº 2900

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