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O Som e a Fúria

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Como o loser Ozzy Osbourne se tornou o mais improvável herói do rock

Ninguém acreditava que ele seria capaz de superar a pobreza para se tornar um ídolo musical

Por Sergio Ruiz Luz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jul 2025, 17h50 • Atualizado em 24 jul 2025, 08h57
  • Em busca de um vocalista para sua banda, o guitarrista Tony Iommi foi atrás de um rapaz que havia oferecido seus serviços em um anúncio de jornal. Ao chegar ao endereço, não acreditou: o candidato ao emprego era um antigo colega de escola que ninguém levava a sério: Ozzy Osbourne. O sonho de fazer carreira de cantor em um grupo de rock era  uma tentativa desesperada de escapar do destino de muitos outros garotos de Birmingham, na Inglaterra, o de trabalhar nas fábricas da cidade industrial. Ozzy, aliás, chegou a bater cartão de ponto em um abatedouro. Para se livrar dessa rotina, implorou ajuda ao pai, que o presenteou com um microfone e um amplificador.

    Iommi, por sua vez, já era versado na arte da superação, pois havia escapado por pouco da aposentadoria precoce na carreira musical quando perdeu as pontas dos dedos médios e anular da mão direita em um acidente quando trabalhava em uma fábrica. Para seguir tocando, improvisou próteses que lhe permitiram voltar a fazer acordes e solos no instrumento. Por esse histórico, talvez Iommi tenha se sensibilizado a dar uma chance a Ozzy para ele mostrar que era capaz também de superar barreiras.

    Ninguém dava muito pelo grupo até que a banda mudou de nome, de Earth para Black Sabbath. Os temas das letras ficaram macabros, pegando carona na onda de ocultismo da época. A receita ficava completa com a guitarra distorcida, o baixo pesado, a bateria agressiva e, é claro, o vocal esganiçado de Ozzy. Com o lançamento do primeiro disco do Sabbath, em 1970, nascia o heavy metal. Milhares de grupos surgidos depois seguiram o mesmo caminho, do Iron Maiden ao Metallica.

    Depois do sucesso com o Sabbath, Ozzy foi obrigado a se reinventar outras vezes. Nos tempos em que os colegas da banda viviam entre montanhas de cocaína, o cantor superava qualquer um deles na corrida pela auto-destruição. Resultado: foi chutado do grupo. Parecia acabado, até que voltou à cena de forma memorável, com um bombástico álbum de estreia de sua carreira-solo. O grande destaque dessa fase, o guitarrista Randy Rhoads, no entanto, morreu em um desastre de avião. O cantor teve que superar uma grande depressão pela perda para poder retomar a carreira.

    O último ato do roqueiro não poderia ser o ponto final mais coerente a essa trajetória de reinvenção: quando poucos apostavam que seria capaz de fazer mais um show, Ozzy enfrentou os sintomas avançados da doença de Parkinson e emocionou cerca de 45 000 pessoas na apresentação de despedida em Birmingham, onde tudo começou.

    Iron Man, título de um dos grandes sucessos do Sabbath, é o epitáfio perfeito para Ozzy. Ele foi o verdadeiro homem de ferro.

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