Briga entre Emicida e Fióti tem a primeira e grande baixa musical
A cantora Drik Barbosa, uma das artistas agenciadas pela Lab Fantasma, pediu para deixar a empresa

A cantora Drik Barbosa pediu em um e-mail para deixar a Lab Fantasma após ficar sabendo que os irmãos Leandro Roque de Oliveira, o rapper Emicida, e Evandro Roque de Olivira, o Fióti, haviam desfeito a parceria profissional após acusação de desvio de verba. A decisão foi formalizada em um e-mail enviado pela cantora após Emicida anunciar em uma reunião que as atividades de Fióti estavam suspensas na Lab Fantasma.
No e-mail, anexado pela defesa de Fióti ao processo judicial, a artista alega que teve sua carreira desrespeitada. A decisão foi tomada na véspera do show que ela fez no Lollapalooza, neste final de semana. “Não me parece que esse contexto foi considerado, e é um dos passos mais importantes da minha carreira e trajetória na LAB. […] Aquele e-mail que recebi do Leandro, que, como disse, foi uma atitude súbita e me soou um total desrespeito à minha carreira, à minha equipe e ao respeito que tenho pela LAB e por toda a história que você e o Fióti, como meu empresário, construíram”, ela escreveu.
O motivo do rompimento foi revelado em um processo que tramita na 37ª Vara Cível de São Paulo. Partes do processo, segundo sua última movimentação, publicada nesta terça-feira, 1, tiveram seu segredo de Justiça retirados sendo acessados pela reportagem de VEJA. No documento, o rapper Emicida alega que seu irmão Fióti transferiu, sem autorização, 6 milhões de reais da empresa Lab Fantasma, criada por eles em 2010. Fióti, por sua vez, reclama de sua participação nos lucros da empresa, que atuava no ramo da música, entretenimento, roupas, livros e empresariamento de carreiras musicais de artistas como Rael e Drik Barbosa, além do próprio Emicida.
Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, Fióti se defendeu. “Nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida”, diz o texto. “A acusação de “desvio” é falsa e inverte os fatos. O próprio processo judicial contém documentos que comprovam que Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuições de lucros acordadas entre as partes”, completa o texto.
Segundo o processo, até 2024, cada um dos sócios tinha 50% da empresa, mas uma mudança alterou a porcentagem de 90% para Emicida e 10% para Fióti, por motivos de “questões estratégicas e necessidades empresariais”. Fioti alegou que foi retirado da empresa indevidamente e pediu uma revisão do contrato. Já a defesa de Emicida alegou irregularidades na gestão da empresa. Em janeiro deste ano, Emicida afirmou que 1 milhão de reais foi transferido sem autorização. Na sequência, um saque semelhante foi realizado em fevereiro deste ano. Após estranhar a movimentação, Emicida levantou outros saques passados e constatou outros 4 milhões de reais retirados, segundo ele, sem autorização, num total de 6 milhões de reais.