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Paris sem gastar: sete atrações incríveis e totalmente gratuitas

Capital global do turismo, a cidade francesa também oferece um leque de programas, de museus a palácios, que podem ser explorados sem abrir a carteira

Por Sofia Cerqueira 15 set 2026, 16h30 | Atualizado em 16 set 2026, 10h12
Paris sem gastar: sete atrações incríveis e totalmente gratuitas Priorize VEJA no Google

Paris tem uma capacidade rara de transformar o próprio cotidiano em atração turística. Basta caminhar algumas quadras para que uma fachada, uma ponte sobre o Sena, uma praça ou um charmoso café instalado na esquina se convertam em parte desse espetáculo. Tanto que a capital francesa continua a ocupar o topo do imaginário – e dos rankings – do turismo global: só em 2025, mais de 37 milhões de visitantes passaram pela cidade ao longo do ano. O movimento se insere em um cenário ainda maior: a França recebeu 102 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, mantendo o posto de país mais visitado do planeta.

Uma razão, vale ressaltar, contribui para despertar e manter esse fascínio de Paris, mesmo entre quem já esteve lá. Poucas cidades conseguem concentrar, em distâncias percorríveis a pé, monumentos históricos, museus, jardins, arquitetura, gastronomia, moda e uma vida urbana que parece feita para ser observada. É justamente essa combinação que faz da cidade uma experiência que vai muito além de entrar no Louvre ou subir a Torre Eiffel: Paris também pode ser descoberta sem abrir a carteira. Entre praças, igrejas, parques, mirantes e ruas históricas, há uma coleção de experiências gratuitas capazes de revelar uma versão mais autêntica — e surpreendentemente sofisticada — da Cidade Luz.

Há poucas semanas, em Paris, a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem – tive a chance de experimentar um roteiro de programas especiais pela cidade. Confira a seguir sete opções de graça que testei nesta viagem e que oferecem experiências imperdíveis.

 

Coulée verte René-Dumont: o high line parisiense inspirou o famoso jardim suspenso de Nova York
Coulée verte René-Dumont: o high line parisiense inspirou o famoso jardim suspenso de Nova York (Sofia Cerqueira/VEJA)
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1-O high line parisiense, Coulée verte René-Dumont

Espécie de jardim secreto, a área verde suspensa de Paris foi criada bem antes de Nova York inaugurar o seu famoso parque elevado – a versão da capital francesa é de 1993 e a atração novaiorquina em 2009. Com cerca de 4,7 quilômetros e localizado no 12º arrondissement, o high line parisiense segue o traçado da antiga linha férrea de Vincennes, que funcionou para passageiros entre 1859 e o final dos anos 1960. Por ser menos divulgado para o turismo de massa do que os cartões-postais tradicionais, o local é um verdadeiro oásis de tranquilidade. Com variações de altura entre seus diversos trechos, o jardim suspenso combina o aspecto de “vegetação selvagem” com áreas planejadas repletas de roseiras, tílias, aveleiras e trepadeiras. É comum ver muitos moradores da cidade caminhando ou correndo por ali. A sua principal entrada é no Viaduc des Arts, na altura da 1 Coulee Verte Rene-Dumont ou a partir da Rue de Lyon e Avenue Daumesnil.

Rooftop da Galeries Lafayette: vista panorâmica da
Rooftop da Galeries Lafayette: vista panorâmica da “Cidade Luz” sem ter que comprar entrada ou reservar horário (Sofia Cerqueira/VEJA)
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2-Rooftop da Galeries Lafayette

Paris é daquelas cidades fotogênicas ao extremo que, quando observada do solo rende milhares de ângulos impactantes, e do alto, nem se fala. Para quem quer ter a chance de contemplar uma visão panorâmica da “Cidade Luz”, uma excelente pedida é ir ao rooftop da icônica Galeries Lafayette – a loja central da rede fica no número 40 do Boulevard Haussmann. O espaço, no 8º andar do complexo de compras com cerca de 1500 metros quadrados, é totalmente gratuito, não sendo necessário adquirir nada antes ou reserva bilhetes para subir. Dali, o visitante consegue avistar a Torre Eiffel, a Basílica de Sacré-Coeur, o Grand Palais e os charmosos telhados cinzentos de zinco típicos da arquitetura haussmaniana – típica de Paris. Neste verão europeu, seguindo à tradição, o rooftop voltou a inovar e abriu um novo restaurante em uma das suas laterais, o bistrô Balcon, que faz uma releitura de clássicos dos bistrôs parisienses. No inverno, o terraço costuma abrigar uma pista de patinação no gelo. Uma vez na primeira loja de departamentos da Europa, que hoje reúne 3 500 renomadas marcas, vale observar a impressionante cúpula da Galeries Lafayette, uma verdadeira obra prima da arquitetura Art Nouveau, inaugurada em 1912. A estrutura se ergue a 43 metros de altura sobre o átrio central da loja.

Petit Palais: o espaço reúne um lindo jardim interno, exposições do acervo e mostras temporárias
Petit Palais: o espaço reúne um lindo jardim interno, exposições do acervo e mostras temporárias (Sofia Cerqueira/VEJA)
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3-Petit Palais

Construído para a Exposição Universal de 1900, o Petit Palais é um dos exemplares mais elegantes da arquitetura da Belle Époque em Paris. Projetado pelo arquiteto Charles Girault, o edifício de fachada neoclássica tem planta trapezoidal e se organiza em torno de um pátio semicircular ajardinado, rodeado de colunas. Ao contrário de palácios como o Louvre e Versalhes, nunca foi residência de reis ou nobres: nasceu como espaço dedicado às artes e, em 1902, passou a abrigar oficialmente o Museu de Belas Artes da Cidade de Paris. Hoje, guarda cerca de 43.000 obras, de peças da Antiguidade ao início do século XX, com nomes como Rembrandt, Rubens, Monet e Rodin. Um de seus melhores atrativos, porém, é também um dos mais democráticos: a visita ao acervo permanente e ao lindo jardim interno é gratuita e não exige reserva prévia; apenas as exposições temporárias podem ter cobrança de ingresso.

 

Basílica de Sacré-Cœur: seu interior guarda o mosaico
Basílica de Sacré-Cœur: seu interior guarda o mosaico “Cristo em Glória”, que ocupa uma área de 475 metros quadrados (Sofia Cerqueira/VEJA)
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4-Basílica de Sacré-Cœur

A Basílica de Sacré-Cœur, no alto da colina de Montmartre, é uma das atrações mais emblemáticas de Paris e tem entrada gratuita para o seu interior. Erguida em estilo romano-bizantino, a igreja se destaca pelas quatro cúpulas que circundam o grande domo central e pelo monumental mosaico “Cristo em Glória”, que ocupa cerca de 475 metros quadrados na abside. A construção, projetada pelo arquiteto Paul Abadie, começou em 1875 e só foi consagrada em 1919, depois de quatro décadas de obras. O acesso à nave permite ao visitante conhecer o interior do santuário sem pagar – enquanto a visita à cúpula e à cripta é cobrada à parte. No exterior, a escadaria oferece uma das vistas panorâmicas mais conhecidas da capital francesa, graças à localização privilegiada, a cerca de 130 metros de altitude. Uma curiosidade é que a basílica foi construída com travertino de Château-Landon, uma pedra que, em contato com a água da chuva, libera calcita e contribui para manter a fachada branca.

Museu Carnavalet: o local reúne 3800 peças, entre mapas, documentos, quadros e mobiliário de época
Museu Carnavalet: o local reúne 3800 peças, entre mapas, documentos, quadros e mobiliário de época (Sofia Cerqueira/VEJA)
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5- Musée Carnavalet

No coração do Marais, o Musée Carnavalet é um convite a percorrer a história de Paris sem gastar um euro: o acesso à coleção permanente é gratuito. Instalado em dois palacetes históricos interligados, o museu reúne cerca de 3 800 obras em exposição, em um percurso que vai da Paris pré-histórica aos dias atuais. Entre canoas neolíticas encontradas no Sena, objetos ligados à Revolução Francesa, pertences de Maria Antonieta, letreiros de antigos cabarés e até o quarto de Marcel Proust, a visita revela uma capital menos óbvia e cheia de histórias. Também chamam a atenção as chamadas salas de época, ambientes inteiros retirados de edifícios parisienses e reconstruídos dentro do museu, com móveis e detalhes decorativos que transportam o visitante para outros séculos. O passeio ainda passa por pinturas, fotografias, maquetes e objetos que ajudam a entender as grandes transformações urbanas da cidade, incluindo as reformas conduzidas pelo barão Haussmann no século XIX. Para completar, os pátios e jardins do Carnavalet oferecem uma agradável pausa em meio ao movimento do Marais e sem abrir a carteira.   

Jardim de Luxemburgo: com 23 hectares, parque tem trechos com inspiração francesa e outros inglesa e um grande lago central
Jardim de Luxemburgo: com 23 hectares, parque tem trechos com inspiração francesa e outros inglesa e um grande lago central (Sofia Cerqueira/VEJA)

6- Jardin du Luxembourg

Entre o Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés, o Jardim de Luxemburgo é um dos endereços mais agradáveis de Paris — e, melhor, com a entrada é gratuita. Com 23 hectares (o equivalente a 230 000 metros quadrados), o parque nasceu em 1612 por iniciativa de Maria de Médici, viúva de Henrique IV, que queria recriar na França um pedaço da paisagem de sua Florença natal. Inspirados no Palácio Pitti e nos Jardins de Boboli, os jardins passaram por transformações ao longo dos séculos e hoje têm o Palácio de Luxemburgo, sede do Senado francês, como um de seus principais marcos. Dividido entre áreas de inspiração francesa e inglesa, o espaço reúne mais de 100 estátuas. As tradicionais cadeiras verdes espalhadas pelo parque são um convite a uma pausa. Também é possível caminhar, jogar xadrez, tênis, bocha ou pingue-pongue e, para as crianças, alugar os pequenos veleiros de madeira que deslizam pelo lago central. Só não espere liberdade total para estender a toalha: boa parte dos gramados é protegida e não pode ser pisada ou usada para se deitar.

Paris Plages: espaço com clima de
Paris Plages: espaço com clima de “praia” reúne mesinhas, espreguiçadeiras e áreas para atividades esportivas (Sofia Cerqueira/VEJA)

7-Paris Plages

Criado em julho de 2002 pela prefeitura local, o Paris Plages transforma,    A iniciativa nasceu para oferecer aos parisienses que não podiam viajar nas férias uma alternativa de lazer com clima de praia sem sair da cidade. Ao longo de cerca de 7 quilômetros, o evento reúne espreguiçadeiras, áreas de descanso e atividades esportivas. No trecho central do Sena, antigas vias expressas dão lugar a um calçadão de aproximadamente 3,5 quilômetros, onde moradores e turistas caminham, tomam sol e aproveitam a paisagem. No Bassin de la Villette, no 19º distrito, há piscinas flutuantes gratuitas, caiaques, pedalinhos, stand-up paddle, petanca, pingue-pongue e tirolesa. Já no Canal Saint-Martin, no 10º distrito, quiosques, áreas para piquenique, música ao vivo e espaços para banho completam a programação. Entre mergulhos, esportes ou simplesmente alguns momentos de descanso, o Paris Plages oferece uma maneira inusitada – e gratuita – de aproveitar o verão. A iniciativa costuma vigorar entre o final de agosto e as primeiras semanas de setembro.

 

Atração global: com atrações para todos os perfis, várias delas de graça, Paris recebeu só no ano passado 37 milhões de visitantes
Atração global: com programas para todos os perfis, vários deles de graça, Paris recebeu só no ano passado 37 milhões de visitantes (Sofia Cerqueira/VEJA)

A colunista viajou para Paris a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.

Siga também no Instagram o perfil @omundodesofia_cerqueira Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada.

 

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