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O Mundo de Sofia

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Do ritual formal ao churrasco na praia, como é a festa da ‘firma’ no mundo

Tradição em todo o globo, os encontros corporativos surgiram na Inglaterra, no século XIX

Por Sofia Cerqueira 15 dez 2025, 16h15 • Atualizado em 22 mar 2026, 11h39
  • Hora de brindar as conquistas do ano, fortalecer os laços e promover a descontração da equipe – e de preferência, sem saias justas –, as tradicionais festas da “firma”, como conhecemos hoje, surgiram durante a Inglaterra Vitoriana (século XIX). Naquele período, a novidade foi impulsionada pela Revolução Industrial e, em paralelo, pela literatura. Enquanto surgiam grandes fábricas e as comunidades de trabalho tornavam-se mais formais, livros famosos da época, como “Um Conto de Natal” (1843), do romancista inglês Charles Dickens, mostravam empregadores organizando generosas festas anuais para seus aprendizes, servindo comida e bebida em um alegre ambiente. No Brasil, o hábito de promover encontros corporativos, a cada fim de ano, ganhou força bem mais tarde, a partir da década de 1960.

    Festejos a cada fim de ano: a tradição teve início na Revolução Industrial
    Festejos a cada fim de ano: a tradição teve início na Revolução Industrial (Maskot/Getty Images)

    Com a sua popularização acontecendo em momentos diferentes em cada país e com perfis díspares, as celebrações organizadas pelas empresas atualmente, no entanto, acontecem no mundo todo. Enquanto por aqui o clima destas festas tende a ser descontraído e animado, com encontros em bares, restaurantes, casas de eventos ou dentro da própria empresa, em outras partes do planeta ele costuma envolver um ritual e ser mais formal, como no Japão. Há ainda locais onde a comemoração é marcada por grande descontração, como na Nova Zelândia, quando colegas de trabalho e empregadores se reúnem em churrascos à beira-mar.

    Um levantamento exclusivo, feito pela Sweet Secrets (empresa dona de um espaço de eventos corporativos em São Paulo), traçou o perfil destas festas da “firma” pelos seis continentes e concluiu que elas refletem diretamente como cada cultura enxerga o trabalho, as equipes e o encerramento de um ciclo. “Acompanhamos de perto o que acontece em diferentes lugares do mundo e trazemos essas inspirações para o Brasil, ajudando empresas de todos os segmentos a transformar suas festas corporativas em uma experiência inesquecível”, comenta David Politanski, fundador da empresa e especialista em eventos de alto padrão.  

    Com base neste estudo, a coluna selecionou cinco países, cada qual com as características de suas tradicionais festas de encerramento do ano. Veja a seguir:

    Respeito a pontualidade e comportamento mais contido: no Japão as festas nas empresas têm um ritual próprio
    Respeito a pontualidade e comportamento mais contido: no Japão as festas nas empresas têm um ritual próprio (B-bee/Getty Images)

     1.Japão

    No Japão, as festas corporativas estão integradas à cultura empresarial e possuem até nome: enkai, que significa literalmente “banquete da empresa”. Mais do que uma simples confraternização, esta modalidade de festa é vista como uma oportunidade de fortalecer o entrosamento entre colegas e líderes fora do ambiente formal do escritório. A ideia é que seja um encontro no qual a questão da hierarquia não dite tanto os relacionamentos e a convivência ganhe um tom mais humano e descontraído. Entre os formatos de celebrações mais tradicionais no Japão estão ainda o bounenkai, realizada no fim do ano para “esquecer as preocupações passadas” e brindar o encerramento de um ciclo; e o shinnenkai, celebrado nas primeiras semanas de janeiro para dar boas-vindas ao novo ano. Há também o soubetsukai, uma festa de despedida, geralmente realizada no fim de março, quando se encerra o ano fiscal japonês. Apesar do caráter festivo, os encontros corporativos japoneses seguem regras de etiqueta e demonstrações de respeito típicas de sua cultura. A pontualidade, por exemplo, é indispensável; o comportamento é contido e há um cuidado especial com gestos simbólicos, como servir bebidas para o colega ou superiores.

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    Festa da
    Festa da “firma” na Espanha: os encontros costumam refletir o jeito caloroso da população (Itsskin/Getty Images)

    2.Espanha

    As celebrações de fim de ano, neste caso, refletem o jeito caloroso e social do país. Assim como em outros aspectos da vida espanhola, o foco das festas corporativas está na convivência, na boa comida e na celebração coletiva. Como no Brasil, estas confraternizações costumam acontecer em bares, restaurantes ou espaços reservados especialmente para a ocasião, e são marcadas por música, dança e uma atmosfera descontraída. Um dos momentos mais emblemáticos destes festejos no fim do ano é o brinde de Navidad, que marca a chegada das festas de Natal e o encerramento do ano de trabalho. É comum também que, após eventos mais formais, o encontro evolua naturalmente para uma verdadeira celebração descontraída, com karaokê, performances improvisadas e muita diversão, reflexo da cultura vibrante e acolhedora do país.

    Celebração descontraída: as festas de fim de ano na Nova Zelândia incluem até churrasco na praia
    Celebração descontraída: as festas de fim de ano na Nova Zelândia incluem até churrascos na praia (Peter Cade/Getty Images)

    3.Nova Zelândia

    Neste país, as festas corporativas espelham o estilo de vida leve e equilibrado característico local. As confraternizações, chamadas na Nova Zelândia de Christmas do’s, costumam ser bem descontraídas e ao ar livre, aproveitando o verão que coincide com as comemorações de fim de ano no hemisfério sul. É comum que as empresas organizem churrascos em praias, parques ou vinícolas, reforçando o espírito comunitário e a valorização da natureza, marcas fortes da cultura neozelandesa. Longe de uma celebração formal, estas festas têm o objetivo de promover bem-estar e conexão entre colegas. É comum também que muitas empresas priorizem atividades em grupo como esportes, jogos, caminhadas ou até competições, no lugar de festas noturnas elaboradas. Essa abordagem reflete o conceito local de work-life balance, que valoriza o tempo de qualidade fora do escritório tanto quanto o desempenho profissional.

    Comemorações originais: no Canadá os festejos podem ser trocados por trabalhos voluntários
    Comemorações originais: no Canadá os festejos podem ser trocados por trabalhos voluntários (Mukhina1/Getty Images)
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    4.Canadá

    Como é característico na cultura local, as festas de encerramento do ano no Canadá refletem o equilíbrio entre celebração e moderação. As empresas costumam organizar jantares ou coquetéis em ambientes reservados, com foco na convivência e na valorização das relações interpessoais. No lugar de grandes festejos, o destaque costuma estar nos discursos de agradecimento e nos gestos de reconhecimento, reforçando o espírito colaborativo que norteia o ambiente de trabalho canadense. Além disso, é comum que as comemorações corporativas venham acompanhadas de iniciativas sociais, como campanhas de doação de alimentos, brinquedos ou roupas, ou até ações de voluntariado comunitário. Essa combinação entre celebração e solidariedade traduz o perfil do país, que valoriza o bem-estar coletivo e o senso de comunidade.

    Vinícolas: um das opções de locais para as festas corporativas na África do Sul
    Vinícolas: um das opções de locais para as festas corporativas na África do Sul (Morsa Images/Getty Images)

    5.África do Sul

    As festas corporativas refletem a diversidade cultural do país e o espírito vibrante de celebração que está presente em todos os aspectos da vida sul-africana. Conhecidas como year-end functions ou year-end parties, essas confraternizações costumam acontecer entre novembro e dezembro, marcando o encerramento do ano de trabalho e a chegada do verão. As empresas na África do Sul valorizam encontros que misturam formalidade e descontração, unindo discursos e reconhecimentos profissionais a momentos de celebrações descontraídas. É comum os festejos acontecerem em vinícolas, clubes ou espaços abertos, com braais (churrascos típicos), música ao vivo e apresentações culturais – traduzindo o mosaico de etnias e influências do país. A gastronomia tem papel central também, com pratos que vão do tradicional boerewors (linguiça artesanal) a menus contemporâneos com ingredientes locais e vinhos premiados.

     

    Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada. Siga também o perfil no Instagram @omundodesofia_cerqueira

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