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O Mundo de Sofia

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Dez dicas e curiosidades que você precisa saber antes de ir para o Japão

Com o high tech e o passado lado a lado, o país mantém tradições enraizadas em sua cultura

Por Sofia Cerqueira 26 jan 2026, 13h38 • Atualizado em 22 mar 2026, 11h28
  • País que mescla tecnologia futurística e tradição milenar, o Japão é daqueles destinos que oferecem uma experiência única e inesquecível. Por todo o arquipélago, situado no leste da Ásia, o visitante se depara com o ultramoderno e o super antigo convivendo lado a lado. Apesar dessa mistura constante, a cultura japonesa – a maioria de seu povo segue o xintoísmo ou o budismo – é enraizada de tradições. Naquela parte do globo, por exemplo, há lançamentos high-tech constantes, mas o dinheiro em espécie continua sendo usado frequentemente. A modernidade está estampada por todo o lado, mas beijos e abraços em público não são comuns. Embora os japoneses sejam tradicionalmente amáveis e compreensivos com os turistas e percebam com facilidade quem é estrangeiro, isso não quer dizer, no entanto, que tudo é aceitável. Falar alto em um transporte público ou sair comendo pela rua, por exemplo, são coisas consideradas falta de educação.

    Para facilitar a vida do viajante, a coluna fez uma seleção de dez dicas e curiosidades que valem saber antes de embarcar para a terra do sol nascente. Veja a seguir:

    Modernidade e tradição convivem lado a lado: dificilmente o turista vai os japoneses se abraçando e beijando em público
    Shibuya Scramble Crossing by night, Tokyo. Crowded (Francesco Riccardo Lacomino/Getty Images)

     

    1.DELIVERY DE MALAS

    Viajar pelo Japão pode ser mais fácil e leve do que se imagina. Não é preciso enfrentar metrôs e trens lotados carregando malas volumosas ou, a cada cidade nova, procurar um guarda-volumes. Por todo o país, o visitante encontra disponível um serviço tão tradicional quanto eficiente chamado de Takuhaibin. O viajante pode optar por pagar uma taxa, entregar sua mala na recepção do hotel e, no dia seguinte, ela já estar à sua espera na próxima hospedagem. É possível também enviar as malas do hotel (ou de outros pontos) diretamente para o aeroporto e retirá-las no dia de seu embarque. Além de poder requisitar o serviço em hotéis, há guichês de Takuhaibin em aeroportos, estações de trens e lojas de conveniências. Uma das empresas mais famosas do gênero é a Yamato Transport, embora existam várias outras conceituadas.

     

    2.ATÉ CAMISAS SOCIAIS

    Conhecidas como konbinis, as lojas de conveniências japonesas estão espalhadas por todo o país, às vezes uma em frente a outra. A maioria delas opera ininterruptamente, oferecendo seus produtos a qualquer hora do dia ou da noite, o ano todo. Além dos tradicionais onigiri (bolinhos de arroz) e dos bentôs (marmitas), oferecem todo tipo de alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, papelaria, guarda-chuvas, remédios básicos, ingressos para shows e até roupas para aquela pessoa que estava na rua quando surgiu uma reunião de trabalho de última hora. Em várias konbinis, é possível encontrar camisas sociais à venda. Várias destas lojas também oferecem wi-fi gratuito e banheiros acessíveis ao público.

     

    3.NADA DE CONVERSA

    O contraste impressiona. Apesar de muitas vezes estarem lotados, trens e ônibus chamam a atenção pelo total silêncio. Manter o ambiente sem qualquer ruído é uma tradição enraizada na cultura daquele país, sendo considerado uma norma social de respeito e de consideração pelos outros. Nesse contexto, conversar em voz alta, usar o celular para falar ou ouvir música sem fones de ouvido é visto como total falta de educação. A valorização pelo silêncio nos transportes públicos é vista como uma atitude que reflete a valorização da harmonia coletiva e do espaço do próximo. Essa regra se torna ainda mais relevante porque grande parte dos deslocamentos turísticos no país ocorre por meio da eficiente malha de transporte público.

     

    4. PAGAMENTO EM ESPÉCIE

    Embora o Japão seja conhecido como um país tecnológico e referência em inovações, um detalhe continua a chamar a atenção. Muitas transações ali só são feitas com o pagamento em dinheiro. Embora a maioria dos hotéis, guichês de estações de trens e grandes magazines aceitem cartões de créditos, há inúmeros serviços em que é preciso pagar em espécie. Nesta categoria se encaixam, por exemplo, muitas entradas de templos e santuários; barracas de comidas e food trucks, além de comércios menores e mais familiares. Na dúvida, vale levar uma boa quantidade de ienes ou trocar assim que chegar no país.

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    5.ORGANIZAÇÃO A TODA PROVA

    A disciplina e organização do povo japonês chama a atenção. Espontaneamente, nos metrôs e trens, os japoneses formam filas nas plataformas, posicionados na direção da porta de embarque. Eles esperam pacientemente os passageiros desembarcarem e só depois entram no transporte, respeitando a ordem na fila. O comportamento se repete mesmo nos horários de pico.

     

    6. O TESTE DA MEIA BRANCA

    Recentemente, o teste de andar descalço só com meias brancas por espaços públicos de grandes cidades japonesas, como Tóquio, se tornou popular nas redes sociais. A intenção é avaliar se a fama de limpeza do Japão é verdadeira, mostrando se a meia continua branca após uma boa caminhada por ruas, calçadas e metrôs. O resultado geralmente mostra que as meias permanecem surpreendentemente limpas, comprovando o grau de limpeza e organização da infraestrutura japonesa. Um dos famosos que já fez o teste e aprovou foi a apresentadora Luciana Gimenez, que esteve em julho de 2025 naquele país com os dois filhos.

     

    7. NADA DE BEIJO E ABRAÇO

    Dificilmente você vai ser dois japoneses dando abraços e beijos em público. Esse tipo de comportamento é considerado pela cultura local invasivo e o povo japonês tradicionalmente é menos propenso ao contato corporal durante as interações cotidianas. A saudação mais tradicional japonesa é feita com uma reverência leve do tronco e da cabeça. Além de uma questão de educação, estes movimentos são considerados demonstração de humildade e agradecimento.

     

    8.NÃO SAIA SEM UM SAQUINHO NA BOLSA

    Encontrar uma lixeira no Japão não é das tarefas mais fáceis. Nas ruas, parques e locais públicos em geral são raros os pontos para descarte de objetos e a cultura local incentiva a responsabilidade individual pelo lixo. As crianças, por exemplo, aprendem desde a escola a importância de manter os espaços limpos e são educadas para cuidar de seus próprios resíduos. As lixeiras se tornaram ainda mais raras a partir de 1995, quando ocorreu um ataque terrorista em uma estação de metrô local. Vale sempre ter uma sacola pequena na bolsa para guardar seu lixo até a hora de descartar corretamente. Outra curiosidade que vale saber: embora os japoneses comprem comidas e bebidas em máquinas automáticas ou em lojas de conveniência, é raro ver alguém andando e comendo esses produtos. Na cultura local, comer enquanto se caminha é considerado falta de educação.

     

    9.E AS GORJETAS À MESA?

    Quando for comer em algum restaurante no Japão, esqueça delas. As gorjetas não são bem-vindas. Normalmente as contas são pagas diretamente no caixa e não na mesa, e oferecer algum dinheiro extra pelo serviço pode soar ofensivo. Pela cultura local, é como se o serviço prestado não fosse valorizado. Uma curiosidade: fazer barulho ao comer, especialmente ao sorver macarrão, não é tido como falta de educação. Pelo contrário, é uma demonstração de que a refeição está saborosa e sendo apreciada.

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    10. ERRO GRAVE

    Mesmo que algumas tradições sejam abolidas ao longo das décadas, uma delas se mantém intocada no Japão. É considerada uma falta grave entrar em ambientes internos com os sapatos da rua. O costume vale para residências, escolas, tempos, ryokans (hospedagens típicas japonesas e até restaurantes com tatames. Além de ser visto como higiênico, o gesto simboliza respeito ao espaço íntimo.

     

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