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O Mundo de Sofia

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Como é a cidade considerada a capital espiritual e cultural da Tailândia

Chaing Mai, no Norte da Tailândia, fica a apenas uma hora de avião da capital e frenética Bangkok; veja o vídeo

Por Sofia Cerqueira 6 mar 2026, 16h36 • Atualizado em 22 mar 2026, 11h47
  • Longe do ritmo frenético de Bangkok e da badalação do Sul do país, com suas concorridas praias, Chaing Mai completa – em grande estilo – qualquer viagem à Tailândia. Cercada por montanhas, o que já lhe garante uma temperatura mais amena do que no resto do país, a cidade, no Norte tailandês, reúne atrativos ímpares. O local é conhecido como a capital cultural e espiritual da Tailândia, com 300 templos na sua área histórica – e um número semelhante no seu entorno. Junto com a chance de explorar essa diversidade de locais sagrados, o visitante encontra lá uma mistura de atmosfera de interior com uma vida noturna vibrante, com muitos turistas o tempo todo nas ruas. Chaing Mai também é o ponto de partida para passeios na região, como a visita a santuários de elefantes, à tribo das chamadas “mulheres-girafa” e à Chaing Rai, região vizinha e famosa por também abrigar imponentes templos.

    A cidade reúne 300 templos só na parte antiga: entre os mais fascinantes está o Wat Sri Suphan, o Templo de Prata
    A cidade reúne 300 templos só na parte antiga: entre os mais fascinantes está o Wat Sri Suphan, o Templo de Prata (Sofia Cerqueira/VEJA)

    É em Chaing Mai que acontece também o famoso festival das lanternas (Yi Peng) no mês de novembro – e uma versão menor na noite de Réveillon, em 31 de dezembro. Foi para este destino tão especial quanto cheio de atrativos que a colunista viajou há algumas semanas, a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem. A apenas uma hora de avião de Bangkok, esta cidade ainda é conhecida por ser um dos destinos preferidos dos nômades digitais no planeta. Além de reunir todos os serviços – incluindo shopping centers – o local mescla história, cultura extremamente rica e povo cativante. E, somado a isso, preços para lá de convidativos. Só por curiosidade: é possível alugar, por um mês, um quarto por apenas 60 dólares; e uma casa de 3 quartos na área do subúrbio por 200 dólares.

     

    Para conhecer as principais atrações de Chaing Mai, com toda a estrutura, eu contei com o suporte da Autoridade de Turismo da Tailândia (Tourism Authority of Thailand – TAT) e da agência ‘Experiência Tailândia’, que oferece guias em português e roteiros padrão e personalizados pelo país. A coluna ainda contou com o apoio nesta viagem da Booking.com – uma das principais empresas no mundo de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo. Um dos programas obrigatórios na cidade é visitar o seu templo mais icônico, o Wat Phra That Doi Suthep. Situado no topo de uma montanha, a apenas 15 quilômetros do Centro de Chaing Mai, ele é famoso por sua grande stupa dourada, que guarda relíquias de Buda. Reza a lenda que um elefante branco subiu aquela montanha e morreu ali enquanto carregava um dos ossos do líder espiritual. Diante disso, o rei então ordenou esta construção, no século XIV. Fato é que o local impressiona logo na entrada, onde há uma grande escadaria ladeada por imagens de Naga (serpente) e pelas dezenas de imagens de Buda espalhadas pelo templo e pelas imponentes estruturas douradas. De lá, ainda é possível ter uma vista panorâmica da cidade.

    Clima de cidade do interior e vida noturna agitada: Chaing Mai reúne vários Night Bazaars, os mercados noturnos
    Clima de cidade do interior e vida noturna agitada: Chaing Mai reúne vários Night Bazaars, os mercados noturnos (Sofia Cerqueira/VEJA)

    Entre as três centenas de templos budistas espalhados pela histórica Chaing Mai, vale destacar o Wat Suan Dok, também do século XIV. Ele chama a atenção pela grande chedi (estrutura em forma de torre) dourada e por seus inúmeros pagodes brancos menores, que contêm cinzas da família real local. Outro templo imperdível é o Wat Sri Suphan (ou Templo de Prata), apontado como um dos mais fascinantes da Tailândia. Sua estrutura é inteiramente revestida de prata, níquel e alumínio, com detalhes talhados à mão por artesãos locais. A construção dessa preciosidade começou no século XVI, mas foi renovada entre 2008 e 2016. À noite também não faltam atrações nesta “pérola” do Norte da Tailândia. Vale passear e se entregar a algumas comprinhas nos Night Bazaars (mercados noturnos) espalhados por várias ruas da área central da cidade. Estes movimentados mercados reúnem roupas, objetos de decoração e muito artesanato, além de pratos da culinária típica.

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    Capital espiritual da Tailândia: por onde anda, o visitante se depara com um templo budista diferente
    Capital espiritual da Tailândia: por onde anda, o visitante se depara com um templo budista diferente (Sofia Cerqueira/VEJA)

    Por falar em comida, não deixe de ir, na cidade, ao restaurante Khao Soi Khun Yai, que conta com o selo Bib Gourmand do Guia Michelin. Ou seja, um lugar com ótimo custo-benefício. Sem qualquer luxo ou decoração especial, o restaurante é famoso por oferecer o melhor Khao Soi, especialidade do Norte da Tailândia com influências birmanesas, de toda a região. O prato, com uma aparência semelhante a uma sopa, leva leite de coco, curry, um macarrão de ovo cozido dentro e outro macarrão frito e crocante por cima, além de uma proteína (pode ser frango). Outras referências na cidade, longe da gastronomia, são as lutas de Muay Thai – arte marcial tailandesa milenar –, que podem ser assistidas em ginásios e bares especiais; além das tradicionais massagens tailandesas, disponíveis em centenas de lojas espalhadas pela cidade.

    Ritual budista: a
    Ritual budista: a “Ronda das Almas” acontece todas as manhãs em Chaing Mai (Sofia Cerqueira/VEJA)

    Agora, se a ideia é ter uma experiência ainda mais especial, vale a pena acordar cedinho e caminhar pela cidade, por volta das 7h. É neste horário que acontece, sobretudo nas ruas próximas aos templos, a “Ronda das Almas” (ou Tak Bat). Trata-se de um ritual matinal do budismo, no qual os monges saem dos templos em silêncio, descalços e em fila, para recolher doações de alimentos dos fiéis – simbolizando humildade, doação e conexão espiritual. Chaing Mai é um lugar conhecido por ter essa vivência todas as manhãs, quando os monges também abençoam com orações as pessoas que oferecem alimentos.

    Prática milenar: por toda a cidade há centenas de espaços que oferecem a típica massagem tailandesa
    Prática milenar: por toda a cidade há centenas de espaços que oferecem a típica massagem tailandesa (Sofia Cerqueira/VEJA)
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    Embora seus templos e sua cultura sejam seculares, a história de Chaing Mai como cidade é razoavelmente recente. Até as primeiras décadas do século passado, o local era a capital do Reino de Lanna e uma colônia. O local só foi anexado à Tailândia em 1930, o que explica ter sido batizado de Chaing Mai (cidade nova). Da história antiga, que remonta a 1296, restam no local trechos de uma muralha, construída para defesa dos birmaneses – cidadãos da Birmânia, hoje Myanmar. Aliás, este país e o Laos fazem fronteira com as montanhas do Norte da Tailândia. Embora o clima ali seja menos quente que o resto do país, a melhor época para visitar Chaing Mai é entre novembro e fevereiro, que é a estação mais fresca e seca. Além de todos os seus atrativos, a cidade é um ponto de partida para outros programas imperdíveis. A coluna separou cinco atrações que não podem faltar no roteiro de qualquer viajante pela região. Veja a seguir:

     

    Resgate e reabilitação: os elefantes do santuário eram explorados em circos e madeireiras
    Resgate e reabilitação: os elefantes do santuário eram explorados em circos e madeireiras (Sofia Cerqueira/VEJA)

    1.Passar uma manhã no Elephant Discovery Chaing Mai:

    Este santuário de elefantes, nos arredores da cidade, desmonta toda e qualquer dúvida que possa existir sobre a qualidade do tratamento dispensado a estes animais. O Elephant Discovery é focado no resgate e reabilitação de elefantes, que antes eram explorados em circos, em madeireiras e na agricultura e que não se adaptam mais à vida selvagem. Agora, eles ficam em um ambiente livre, sem correntes ou qualquer tipo de montaria. Com grupos restritos, duas vezes por dia, os visitantes têm a chance de observar esses animais, participar da sua alimentação – comem entre 150 e 200 quilos de gramíneas, folhas, raízes e frutos, entre outros – e acompanhar o seu banho, em um rio da própria localidade. O dinheiro arrecadado com o turismo é usado para financiar o trabalho dos cuidadores, os gastos veterinários e a manutenção da reserva.

    “Mulheres-girafa”: refugiadas no Norte da Tailândia, elas vivem hoje da venda de artesanato (Sofia Cerqueira/VEJA)

    2.Visitar a tribo das chamadas “Mulheres-girafa”:

    No Norte da Tailândia há várias comunidades, abertas à visitação turística, com mulheres da tribo Karen Padaung (ou Kayan Lahwi). A maior parte delas e de suas famílias buscou refúgio no país, proveniente de Myanmar (antiga Birmânia). Isso devido aos intensos confrontos entre o exército birmanês com grupos de minorias étnicas, sobretudo nos anos 80 e início da década de 90. Essas mulheres cruzaram a fronteira para a Tailândia em busca de um local seguro, longe daquela perseguição e dos combates da guerra civil. A tradição de usar pesados anéis de metal no pescoço – chegam a pesar cinco quilos –, em sua tribo, é um símbolo de beleza, identidade cultural e status. Hoje, sabe-se que além disso é um grande atrativo para os turistas que visitam a região. Essas mulheres-girafa, em sua maioria, se mantêm da venda de artesanato e de pashminas confeccionadas por elas em máquinas de tear.

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    Templo Azul: uma das
    Templo Azul: uma das “joias” de Chaing Rai, também no Norte da Tailândia (Sofia Cerqueira/VEJA)

    3.Conhecer o Templo Azul (ou Wat Rong Suea Tem):

    Embora distante cerca de três horas de carro de Chaing Mai, o templo, localizado em Chaing Rai (outro destaque do Norte da Tailândia), é imperdível. Projetado pelo artista Phuttha Kabkaew, aluno do criador do Templo Branco, localizado na mesma região), foi concluído há apenas dez anos. Ele é todo revestido em um tom de azul vibrante, que representa a tranquilidade, o infinito e a cura na cultura budista. No “coração” do templo há uma impressionante estátua de Buda em branco, criando um contraste marcante com a cor das paredes. O nome de Wat Rong Suea significa “Casa do Tigre Dançante” se baseia na lenda de que estes animais costumavam saltar sobre o rio próximo ao local. A construção, erguida no local onde havia um templo abandonado, mistura a arquitetura tradicional tailandesa com uma estética moderna, que além do azul inclui vários detalhes em dourado.

    Templo Branco: principal atração na região de Chaing Rai, que inclui nove estruturas interligadas
    Templo Branco: principal atração na região de Chaing Rai, que inclui nove estruturas interligadas (Sofia Cerqueira/VEJA)

    4.Percorrer as instalações do Templo Branco (Wat Rong Khun):

    Também localizado em Chaing Rai, o templo impressiona por sua grandiosidade e características peculiares. Apontado como uma obra-prima contemporânea, o local, assinado pelo artista tailandês Chalermchai Kositpipat, foi iniciado em 1997 e conta hoje com nove estruturas interligadas. Todo em branco, simbolizando a pureza de Buda, o templo ainda ostenta inúmeros fragmentos de espelhos em sua estrutura – representando os ensinamentos do líder espiritual brilhando. O imponente complexo também guarda algumas curiosidades. Além de retratar a jornada espiritual de Buda, dentro do templo principal, por exemplo, há murais que misturam aquela religiosidade com ícones da cultura pop e ocidentais, incluindo pinturas do Homem-Aranha, Neo de Matrix e imagens do atentado ao World Trade Center, de Nova York. Tudo com o intuito de representar o bem e o mal. O lugar é um dos mais visitados do Norte da Tailândia.

    Templo Wat Huay Pla Kang: conhecido como Big Buddah, ele na verdade tem a imagem da Deusa da Misericórdia e da Compaixão
    Templo Wat Huay Pla Kang: conhecido como Big Buddah, ele na verdade tem a imagem da Deusa da Misericórdia e da Compaixão (Sofia Cerqueira/VEJA)
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    5.Subir as escadarias do templo Wat Huay Pla Kang, conhecido como Big Buddha:

    Com uma estrutura impactante, o templo, comumente chamado de Big Buddha, na verdade, é uma estátua colossal da Guan Yin, a Deusa da Misericórdia e da Compaixão. A estrutura gigante, na cor branca, tem cerca de 79 metros de altura, o equivalente a um prédio de 26 andares. O Wat Huay Pla Kang combina estilos arquitetônicos tailandeses e chineses, criando um visual único no Norte país. Depois de subir as escadarias em frente àquela imagem, os visitantes podem pegar um elevador para subir até o interior da estátua. Ali dentro, na parte da cabeça, há dois “mirantes” formados pelos olhos da escultura, de onde se tem uma vista privilegiada da região. Detalhe: o interior da estátua é decorado com minuciosos relevos brancos que retratam deuses e criaturas míticas. O complexo ainda abriga um pagode (torre) de 9 andares com design em estilo chinês, que também pode ser explorado pelos turistas.

     

    Norte da Tailândia: as visitas a Chaing Mai e Chaing Rai tornam a experiência naquele país muito mais especial
    Norte da Tailândia: as visitas a Chaing Mai e Chaing Rai tornam a experiência naquele país muito mais especial (sofia Cerqueira/VEJA)

    A colunista viajou a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.

    Contou com a assessoria da Experiência Tailândia: com dez anos no mercado, a agência oferece tours, consultoria de viagens e pacotes (inclui voos, hotéis e passeios) pela Tailândia e Ásia em geral. Referência para turistas brasileiros, tem vários guias em português. Site: https://experienciatailandia.com/ e Instagram @experienciatailandia

    E teve o apoio da Booking.com: uma das principais empresas no mundo de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo. Conta com escritórios em cerca de 70 países e suporte em mais de 70 idiomas.

     

    Com o olhar cultivado em redações por mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada. Siga também o perfil no Instagram @omundodesofia_cerqueira

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