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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Uma imagem vale mais do que mil palavras…

mas experimente dizer isso sem palavras. (Millor Fernandes)

Por Maria Helena RR de Sousa Atualizado em 30 jul 2020, 20h07 - Publicado em 7 dez 2018, 12h00

Ao olhar a foto do presidente-eleito Jair Bolsonaro conversando com seu vice, o general Hamilton Mourão, lembrei-me dessa frase do Millor. A imagem é ótima: um retrato dos dois eleitos pelo povo cochichando sobre o que fazer a seguir, foi o que imaginei… Mas explicar isso sem palavras…

Simpatizo com o general Mourão desde que soube que ele não quer deixar de viver uma vida comum, ir ao mercado, ir à padaria, ir ao cinema. Por enquanto, nesta longa transição, está dando, mas depois de janeiro, será que vai dar? Noutro dia ele foi jantar com a mulher e um casal amigo no Esch Café, no Leblon. (palmas pra ele, pelo bom gosto e pela animação!) Mas, de imediato, pensei: no ano que vem, isso será possível? Torço para que ele consiga, mas tenho cá minhas dúvidas.

Sabem que fiquei com pena do general Mourão? Será que ele já percebeu a enrascada em que se meteu?

O povo ávido por soluções para todos os seus problemas, o que acreditam virá com os eleitos como que por mágica. É essa a esperança do eleitor: “votei no que acho melhor, e sei que ele vai acertar o passo do país”. Terão paciência para esperar o longo e tenebroso inverno que nos distancia da Plenitude?

O Poder é tentador, mas tirar o Brasil da beira do poço onde está e encaminhá-lo para o caminho da Paz e da Prosperidade, será que o Poder recebido da eleição será suficiente? E será que o Poder será prazeiroso?

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O Brasil está muito mal. Mais uma vez recorro a uma imagem para reforçar minhas palavras: a foto nos jornais desta semana da miséria em que vivem muitos de nossos compatriotas. Difícil olhar aquelas fotos e não chorar. Mais difícil ainda sentar para o café da manhã sem ouvir o ronco das barrigas vazias.

Somos um país grande por fora e ínfimo por dentro. Na verdade, um paizeco que se quer gigante mas cuja alma é muito pequenina.

Outra imagem que bate fundo em meu coração: os 42 anos de história no banco da frente na Catedral de Washington prestando homenagem ao falecido presidente George Herbert Walker Bush. Percam um minuto e fechem os olhos imaginando um banco na Catedral de Brasília com 42 anos de história do Brasil. E aí? Conseguiram “ver” a cena?

Confesso que estou com muito medo do que virá por aí. Sou, por natureza, otimista. Mas, desta vez, não estou conseguindo fazer valer meu otimismo. Escrevo enquanto a Globo News retransmite a palavra da nova ministra dos Direitos Humanos. E só me vem à mente o seguinte pensamento: “O que é isso?”.

 

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa é professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. www.facebook.com/mhrrs 

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