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Noblat Por Coluna O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

“Para quê provas? É a minha verdade”

Bolsonaro

Por Maria Helena RR de Sousa Atualizado em 30 jul 2020, 19h29 - Publicado em 24 ago 2019, 10h00

A frase que usei para título de meu artigo mostra de modo bem claro a qualidade do presidente que nós arranjamos. Provas são inúteis, quando temos a verdade dele? Foi isso mesmo que o capitão disse: “A verdade dele!”.

Será que não dava para Bolsonaro imaginar o que seria se cada um de nós tivesse direito à sua verdade, sem prova alguma?

A verdade desse insensato capitão é muito elástica. Pode ficar conhecida como Puxa-Estica. Se grudar na parede formada pelos animados que passam bom tempo de seus dias na porta do Alvorada, a verdade do capitão pode permanecer o tempo da gota de orvalho numa pétala de flor (com licença do Vinícius). Se não colar, qual o problema, é só desdizer e está tudo resolvido.

Esta semana ele venceu todas as outras em matéria de verdades bolsonaristas: criou problemas planetários, pois ofendeu-se com a verdade dos outros.

Assim como alguns de seus seguidores, irritou-se com Macron por usar “nossa” Amazônia num pronunciamento a respeito das queimadas. Em vez de sair por aí defendendo o indefensável, melhor faria a bolsonaríssima congressista Joyce Hasselman em dar ao capitão um bom atlas para que ele aprendesse que a floresta amazônica enriquece outros países da região: a maior parte fica no Brasil (60%), os outros 40% nos seguintes países:. Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e França (Guiana Francesa).

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É natural pois que eles se preocupem com as queimadas que se espalham sem licença de Deus…

Bolsonaro, que não tolera opiniões diferentes das suas, estrebucha e nos intriga com o resto do mundo. Não escolheu assessores para governar com ele: escolheu adesistas. O que conseguiu até agora foi emporcalhar a imagem do Brasil e que nosso pobre país seja desrespeitado.

Estamos sem dinheiro até para alimentar nossos recrutas, que dirá para combater o fogo que se espalha e destrói a floresta que todos julgávamos imperecível… Se ele continuar puxando briga com nossos vizinhos e algum deles resolver nos chamar para briga, o que é que vamos fazer?

É bom levarmos em conta que tamanho não é documento…

 

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa é professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.   

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