Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O vírus que abala o mundo

No Brasil, só na 2ª feira, o Ibovespa caiu 3,29%

Por Hubert Alquéres
29 jan 2020, 11h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h11
  • A semana começou com dias difíceis para a economia mundial. As principais bolsas do planeta sofreram quedas expressivas em decorrência direta do avanço do coronavírus na China. Não apenas as bolsas desabaram, mas também o preço de diversas commodities como minério, petróleo e carne bovina. No Brasil, só na 2ª feira, o Ibovespa caiu 3,29% e gigantes como Vale e Petrobras perderam 34 bilhões no seu valor de mercado. A 3ª feira foi mais um dia de agonia com queda das bolsas em toda a Ásia e na Austrália, mas, ao seu final, as bolsas da Europa e a brasileira tiveram uma leve recuperação.

    A possibilidade de uma desaceleração da economia em escala planetária tornou-se mais próxima com o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde de que havia subestimado o coronavírus, aumentando o seu risco de moderado para elevado. Quando a OMS adota essa classificação é sinal de que um surto pode se transformar em epidemia.

    As autoridades chinesas estão perdendo a batalha para isolar o vírus em Wuhan, epicentro do surto. Já são mais de 130 mortos, quase 6 mil infectados e treze países atingidos. Como na China os números são hiperbólicos, para os próximos dias já há previsões de mais de cem mil pessoas com a gripe.

    A importância da China é de tal ordem que tudo o que acontece por lá coloca o mundo em alerta. Não é difícil imaginar o impacto de medidas drásticas como ampliar as férias coletivas de trabalhadores, adiar as aulas nas universidades e escolas, ter fronteiras, portos e aeroportos fechados; além da proibição da circulação de pessoas. Esse é o drama que afeta o país e pode contaminar a saúde e economia do planeta.

    A economia mundial já vinha dando sinais de desaceleração, o que vai ocorrer mais fortemente caso a doença se alastre. Isto afetará as exportações e importações chinesas, o turismo e os investimentos. A China pode não honrar compromissos, como o que fez com Donald Trump, de importar produtos americanos na ordem de 200 bilhões de dólares.

    Continua após a publicidade

    Ainda que mantenha um ritmo de crescimento significativo, ele não se dá mais na casa de 10%, como o era em 2003, quando ocorreu outra síndrome de doenças respiratórias provocada por outro tipo do coronavírus. À época, as exportações chinesas cresceram 35%, em 2019 cresceram apenas 0,5%. Com o avanço da doença este índice pode ser ainda menor em 2020. O mesmo acontecerá com as importações.

    Se para o mundo uma eventual desaceleração da economia chinesa é preocupante, para o Brasil será um duro golpe justamente no momento em que nossa economia dá sinais de recuperação, ainda que modestos. A China é nosso principal parceiro comercial, mercado essencial para o agronegócio e a mineração.

    Os chineses também são estratégicos para os investimentos no Brasil, particularmente na área de infraestrutura. No ano passado o presidente da China Xi Jimping acenou com números na casa de 100 bilhões de dólares. Esse apetite pode arrefecer e obras como a ferrovia Norte-Sul e a ponte Itaparica-Salvador podem ser afetadas.

    Continua após a publicidade

    No horizonte do médio prazo, a tendência de juros baixos pode ser frustrada, por meio de sua elevação para conter a fuga de investidores ou de poupadores para o dólar. Em tempos de grandes incertezas, a moeda americana é o porto seguro de muita gente.

    O momento é de muita cautela e prudência. Em tempos de globalização, as epidemias também se globalizam. Impossível detê-las sem a cooperação de todas as nações. É preciso evitar o pânico mas ficar atento aos efeitos perversos do vírus que abala o mundo.

     

    Hubert Alquéres é membro da Academia Paulista de Educação, do Conselho Estadual de Educação e da Câmara Brasileira do Livro. Escreve toda 4ª feira no Blog do Noblat. 

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo