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O jazz sem amarras do eclético George Duke

Música

Por Flavio de Mattos 8 fev 2020, 12h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h10
  • Estudante de música no Conservatório de São Francisco, na Califórnia, o jovem pianista George Duke sentia-se tolhido no mundo dos clássicos. Foi seu primo, o baixista Charlie Burrell que o convenceu a dedicar-se ao jazz. “Você não quer ser livre, poder tocar o que você sente? Vem para o jazz, você vai poder improvisar e fazer o que você quiser”. Burrell não precisou de muito mais argumentos para convencer Duke a buscar uma nova formação musical.

    Nascido em San Rafael, na Califórnia, em 1936, George Duke começou a estudar o piano aos sete anos de idade, na igreja batista que a família frequentava. O funk e o jazz, no gospel da igreja, foram suas primeiras influências. Os estudos o levaram para o clássico, até formar-se no Conservatório, em 1967. Mas nessa época, ele já se dividia entre o clássico com o jazz, tocando com o grupo do cantor Al Jarreau.

    A grande virada na vida de George Duke se deu quando ouviu no rádio o violinista francês Jean-Luc Ponty. Sabendo que o músico iria gravar na Califórnia por aqueles dias, Duke se ofereceu como pianista para essas sessões. A relação de muito certo e resultou no álbum Jean-Luc Ponty Experience with the George Duke Trio, de 1969.

    George Duke e Jean-Luc Ponty fizeram grande sucesso nas apresentações em clubes de jazz em São Francisco. O som da banda fazia um contraponto, na Costa Oeste, às experiências do jazz fusion, que se desenvolvia na Costa Leste, capitaneadas por Miles Davis, The Mahavishnu Orchestra e o Weather Report. Os concertos chamaram a atenção de músicos como o saxofonista Cannonball Adderley e o guitarrista Frank Zappa, o líder do Mother of Invention. Zappa o convidou Duke para integrar o Mother of Invention.

    George Duke esteve com grupo de Zappa até Cannonball Adderley chamá-lo para sua banda, em 1971. O pianista passou a alternar seu trabalho entre o rock feroz de Zappa e o jazz mainstream de Adderley. Duke conta que, com Zappa aprendeu a ter a mente aberta para todas as influências e gêneros musicais. Já a colaboração com Adderley o aproximou das raízes mais profundas do jazz.

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    Em sua carreira solo, com mais de 40 discos gravados, o grande êxito de George Duke foi o álbum A Brazilian Love Affair, de 1979. Parte das gravações foi feita no Rio de Janeiro, com músicos brasileiros e americanos. Não é um disco de música brasileira, mas sim marcado pela musicalidade brasileira nas composições de Duke, como na faixa Up From the SeaO disco tem participações especiais de Milton Nascimento, Flora Purim e Airto Moreira.

    No vídeo a seguir, temos George Duke, em uma apresentação de 2011, com outro tema do álbum A Brazilian Love Affair, Cravo e Canela, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos. Aqui, sua performance no Java Jazz Festival, em Jacarta, em 2011. George Duke faleceu em agosto de 2013, de uma leucemia crônica.

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