Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: VEJA por apenas 5,99
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O jazz sem amarras do eclético George Duke

Música

Por Flavio de Mattos
8 fev 2020, 12h00 • Atualizado em 30 jul 2020, 19h10
  • Estudante de música no Conservatório de São Francisco, na Califórnia, o jovem pianista George Duke sentia-se tolhido no mundo dos clássicos. Foi seu primo, o baixista Charlie Burrell que o convenceu a dedicar-se ao jazz. “Você não quer ser livre, poder tocar o que você sente? Vem para o jazz, você vai poder improvisar e fazer o que você quiser”. Burrell não precisou de muito mais argumentos para convencer Duke a buscar uma nova formação musical.

    Nascido em San Rafael, na Califórnia, em 1936, George Duke começou a estudar o piano aos sete anos de idade, na igreja batista que a família frequentava. O funk e o jazz, no gospel da igreja, foram suas primeiras influências. Os estudos o levaram para o clássico, até formar-se no Conservatório, em 1967. Mas nessa época, ele já se dividia entre o clássico com o jazz, tocando com o grupo do cantor Al Jarreau.

    A grande virada na vida de George Duke se deu quando ouviu no rádio o violinista francês Jean-Luc Ponty. Sabendo que o músico iria gravar na Califórnia por aqueles dias, Duke se ofereceu como pianista para essas sessões. A relação de muito certo e resultou no álbum Jean-Luc Ponty Experience with the George Duke Trio, de 1969.

    George Duke e Jean-Luc Ponty fizeram grande sucesso nas apresentações em clubes de jazz em São Francisco. O som da banda fazia um contraponto, na Costa Oeste, às experiências do jazz fusion, que se desenvolvia na Costa Leste, capitaneadas por Miles Davis, The Mahavishnu Orchestra e o Weather Report. Os concertos chamaram a atenção de músicos como o saxofonista Cannonball Adderley e o guitarrista Frank Zappa, o líder do Mother of Invention. Zappa o convidou Duke para integrar o Mother of Invention.

    George Duke esteve com grupo de Zappa até Cannonball Adderley chamá-lo para sua banda, em 1971. O pianista passou a alternar seu trabalho entre o rock feroz de Zappa e o jazz mainstream de Adderley. Duke conta que, com Zappa aprendeu a ter a mente aberta para todas as influências e gêneros musicais. Já a colaboração com Adderley o aproximou das raízes mais profundas do jazz.

    Continua após a publicidade

    Em sua carreira solo, com mais de 40 discos gravados, o grande êxito de George Duke foi o álbum A Brazilian Love Affair, de 1979. Parte das gravações foi feita no Rio de Janeiro, com músicos brasileiros e americanos. Não é um disco de música brasileira, mas sim marcado pela musicalidade brasileira nas composições de Duke, como na faixa Up From the SeaO disco tem participações especiais de Milton Nascimento, Flora Purim e Airto Moreira.

    No vídeo a seguir, temos George Duke, em uma apresentação de 2011, com outro tema do álbum A Brazilian Love Affair, Cravo e Canela, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos. Aqui, sua performance no Java Jazz Festival, em Jacarta, em 2011. George Duke faleceu em agosto de 2013, de uma leucemia crônica.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.