Era assim no tempo da Velha Política: às vésperas da votação no Congresso de algum projeto de interesse do governo, o presidente da República autorizava o pagamento de emendas parlamentares ao Orçamento destinadas à construção de obras na base eleitoral de deputados e senadores. Os que votassem como o governo queria eram contemplados, os outros não. Ficavam para a próxima vez.
No tempo da Nova Política, inaugurada pelo presidente Jair Bolsonaro há apenas seis meses, é assim: às vésperas da votação no Congresso da reforma da Previdência, só nos primeiros cinco dias de julho o governo empenhou R$ 2,551 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares. De janeiro a junho último, foi R$ 1,77 bilhão. Os dados são da ONG Contas Abertas.
Notou a diferença? Não? De fato, não há diferença. Assim agiram os governos anteriores ao do capitão. Sempre se dirá, e com justa razão, que é obrigatório o pagamento das emendas parlamentares, embora o governo possa protelá-lo a seu gosto. Só não se diga que a Nova Política é diferente da Velha. Porque não é. Se ela pretendeu ser, envelheceu precocemente.






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