Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lulinha, “fenômeno” dos negócios

Milionários repasses

Por Carlos Alberto Di Franco 30 dez 2019, 10h00 | Atualizado em 30 jul 2020, 19h14
Lulinha, “fenômeno” dos negócios Priorizar nos meus resultados Google

Demorou, mas chegou. As suspeitas de crimes e maracutaias de Lulinha, o filho prodígio do ex-presidente e condenado Luiz Inácio Lula da Silva, começam a ser desvendadas pela Operação Lava Jato.

Excelente reportagem exclusiva da revista Crusoé mostrou o roteiro do milagre. De biólogo com cargo modesto no Zoológico de São Paulo a empresário milionário, ele se tornou em curtíssimo tempo (justamente no governo do pai) um “fenômeno” dos negócios.

As suspeitas são antigas. Quando provocado, Lula reagia invariavelmente com seu cinismo invencível: “Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho dos negócios?”

A matéria, forte e fundamentada, é irrespondível. As suspeitas envolvendo as empresas de Lulinha e seus sócios com as operadora Oi e Telemar ganham solidez e consistência. Até os pardais desconfiavam do assombroso crescimento patrimonial do “fenômeno”.

“Em documentos colhidos pela Lava Jato, como e-mails e extratos bancários,” afirma a matéria da Crusoé, “apareceram os sinais concretos de que por trás do sucesso estaria o interesse das empresas parceiras em se aproximar de Lula e do governo durante os mandatos do petista. É justamente esse o ponto central da investigação. A Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que as empresas de Lulinha não prestavam os serviços pelos quais eram remunerados -quando muito, entregavam apenas uma parte do contratado. O objetivo central seria vender influência,” sublinha a reportagem.

Continua após a publicidade

Para a Lava Jato, parte dos milionários repasses para as empresas de Lulinha podem estar ligados à fusão da Oi, surgida da antiga Telemar, com a Brasil Telecom, um dos capítulos mais rumorosos do setor de telecomunicações brasileiro, diz a reportagem. Uma canetada de Lula resolveu o negócio.

A Lava Jato também encontrou indícios de que dinheiro proveniente da Oi/Telemar pode ter sido usado na compra do sítio de Atibaia, aquela “propriedade do amigo” que já rendeu uma condenação a Lula.

Não bastasse tudo isso, e não é pouco, o Brasil passou mais de uma década sob o controle de um grupo disposto a impor à sociedade um modelo ideológico autoritário de matriz marxista. Optaram, esperta e pragmaticamente, pelo atalho gramsciano: o populismo democrático.

Continua após a publicidade

O bolivarianismo tupiniquim, estrategicamente implantado por Lula, rendeu bons resultados aos seus líderes: muito poder e muito dinheiro. E é disso que se trata. A cada dia que passa, com o registro inescapável da história, o que se percebe é que falta idealismo e sobra sede de poder e paixão pela grana. A esquerda ideológica não gosta de pobre. Gosta de caviar. Pobre é instrumento de marketing. O governo Bolsonaro acaba de focar o BNDES na promoção do saneamento básico. No reinado petista, de triste memória, o banco financiava empreiteiras e investia na construção de porto em Cuba. Que ironia!

Os petistas não contaram, no entanto, com três fatores: a força inescapável da realidade econômica, o papel da liberdade de imprensa e a robustez dos poderes democráticos.

 

Jornalista. E-mail: difranco@ise.org.br

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).