Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Imagem Blog

Noblat

Por Coluna Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
O primeiro blog brasileiro com notícias e comentários diários sobre o que acontece na política. No ar desde 2004. Por Ricardo Noblat. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Bolsa Sem Noção

Uma bolsa para se trancar em casa e ficar calado até a ideia passar.

Por Helena Chagas
Atualizado em 15 mar 2018, 14h00 - Publicado em 15 mar 2018, 14h00

O governo deveria criar o programa Sem Noção, destinado a seu público interno. Funcionaria assim: cada vez que um integrante do primeiro escalão tiver uma ideia brilhante para mexer em algum programa social, ganharia uma bolsa para se trancar em casa e ficar calado até a ideia passar. Uma contrapartida menos dispendiosa e, certamente, muito menos desastrosa do que levar a proposta adiante.

Em quase dois anos, o governo Temer desmantelou boa parte dos programas de transferência de renda e prestação de benefícios aos setores mais pobres da população. Reduziu à mínima expressão – e praticamente acabou – com iniciativas como o Farmácia Popular (distribuição de remédios gratuitos), o PAA (aquisição de alimentos para a população carente a partir da agricultura familiar) e até o Minha Casa Minha Vida, reduzido em mais de 80% na faixa 1, justamente aquela que subsidiava a casa própria para quem nunca a teria de outro jeito.

Agora, os potenciais beneficiários do Bolsa Sem Noção estão querendo mexer no Bolsa Família. Discutem em reuniões – algumas com o próprio presidente Michel Temer – a mudança de nome do maior programa social do país para Bolsa Dignidade. Não escondem que a intenção é desvinculá-lo dos governos do PT, seus criadores. Afinal, vai ter eleição e o povo precisa rapidamente fazer novas sinapses e associar o Bolsa Sei Lá o Que ao governo do PMDB.

Seria apenas cômico se ficasse só nisso, mas estão sendo estudadas outras mudanças, que podem colocar em risco a comprovada eficiência do programa, atestada na ONU, em fóruns internacionais e copiada por muitos países. É bom lembrar: cada etapa do Bolsa Família foi implantada seguindo planejamento e critérios, que foram testados. No começo, muitos que hoje querem grudar na marca apostavam no fracasso do “Bolsa Esmola”. Mas o tempo passou, a coisa funcionou e o Brasil ficou conhecido por sua bem sucedida tecnologia de programas sociais em grande escala.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.