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Na Ponta da Língua

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Para tirar dúvidas inquietantes, aprender dicas preciosas e curiosidades que ajudam a dominar o bom português

Por que a literatura é o superpoder esquecido pelos negócios?

Veja por que a literatura pode ser sua maior aliada para liderar melhor, comunicar com clareza e inovar no mundo corporativo

Por Noslen Borges
8 jan 2026, 12h37 •
  • Sim, ler clássicos pode te tornar um líder muito melhor do que devorar mais um livro de gestão

    Fala, pessoas!

    Ontem foi Dia do Leitor e eu não poderia deixar passar uma data tão importante. Em pleno mundo de metas, planilhas e inteligência artificial, parece até estranho falar em literatura. Mas acredite: um bom romance pode ensinar mais sobre liderança, empatia e tomada de decisão do que muito livro de gestão.

    Enquanto o mercado se apaixona por hacks, fórmulas e tendências, existe uma ferramenta poderosa (e subestimada) esperando ser redescoberta: a leitura literária.

    “Um leitor vive mil vidas…”

    Essa frase do autor de Game of Thrones, George R.R. Martin, nunca saiu da minha cabeça: “Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma.”

    É exatamente isso. Quando a gente lê um bom livro, a gente vive outras experiências. Enxerga o mundo com outros olhos. E no fim das contas, isso melhora tudo: desde a forma como você conversa até como lidera uma equipe. Quer ver?

    Lendo Dom Casmurro, mergulhei na mente de um narrador tomado por ciúme, dúvida e autopiedade. Aquela jornada pelas entrelinhas de Bentinho me ensinou mais sobre percepção, julgamento e decisões mal resolvidas do que muitos estudos de caso por aí.

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    Em Cem Anos de Solidão, entendi como várias histórias podem coexistir, se cruzar, se influenciar. Isso mudou minha forma de lidar com times e projetos.

    E 1984? Me mostrou o impacto que as palavras têm. Como a linguagem molda realidades. Comunicação, afinal, é tudo em qualquer negócio.

    Esses livros não foram feitos pensando no mundo corporativo, mas me deixaram muito mais preparado pra ele.

    A Literatura tem mais a ver com negócios do que você imagina, enquanto todo mundo corre atrás de novas metodologias, hacks de produtividade, livros de autoajuda e gestão, existe uma fonte riquíssima de aprendizado sendo deixada de lado: os grandes romances da literatura mundial. Eles ensinam sobre gente. Sobre emoções. Sobre dilemas morais. Ou seja, sobre tudo o que realmente importa quando se lidera um time, negocia um contrato ou toma uma decisão difícil.

    Talvez você seja do time “Não tenho tempo pra ler”, pois é eu mesmo já falei isso por anos. Achava que ler exigia horas livres, silêncio absoluto e uma poltrona confortável. Mas a verdade é outra: ler exige constância, não tempo livre, até porque isso nunca teremos.

    Uma página antes de dormir; Um audiobook na caminhada; Vinte minutos no transporte.

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    O que importa é a frequência e a intenção.

    Hoje, com a agenda cheia, ainda consigo ler muito mais do que antes. Não porque tenho tempo sobrando, mas porque priorizo isso e os resultados aparecem: na minha fala, nas ideias que gero, na forma como lidero.

    Caso você ainda ache que estou exagerando, vou deixar aqui 5 ganhos concretos que a leitura pode trazer pra sua carreira (e sua vida):

    1. Melhor comunicação

    Os melhores líderes contam boas histórias. Não é coincidência. Quem lê bons romances aprende a criar tensão, ritmo, emoção. Isso vira uma apresentação que prende atenção, um pitch que convence, um e-mail que não vai direto pra lixeira.

    2. Mais empatia

    A ciência já provou: ler ficção desenvolve a empatia. Afinal, você passa horas na pele de personagens completamente diferentes de você. E no trabalho, entender o outro é essencial, seja pra liderar, negociar ou criar produtos que resolvam problemas reais.

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    3. Pensamentos estratégicos

    Literatura clássica fala sobre poder, ambição, conflito, legado. Macbeth, de Shakespeare, é uma aula sobre o preço da ambição. O Mercador de Veneza levanta dilemas éticos que ainda fazem sentido nos dias de hoje. Ler esses textos é treinar o olhar estratégico, aquele que enxerga além da próxima meta.

    4. Repertório amplo

    Muitas decisões são tomadas fora das reuniões, em jantares, cafés, bate-papos. Ter conteúdo, saber fazer uma boa referência, citar um livro, puxar uma reflexão… isso chama atenção. Isso constrói respeito. Isso abre portas.

    5. Desbloquear a criatividade

    Ideias novas não surgem do nada. Elas nascem do cruzamento de referências. E a literatura é um celeiro de ideias fora da caixa. Steve Jobs falava sobre como uma aula de caligrafia mudou o design da Apple. Elon Musk sempre citou autores de ficção científica como suas maiores influências.

    Comece simples. Comece com o que te atrai. Aqui vão algumas sugestões.

    Para quem está começando:

    • O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)
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    Curto e impactante. Um velho pescador resiste a uma luta quase impossível contra um enorme peixe. Uma lição sobre persistência e dignidade silenciosa.

    • A Metamorfose (Franz Kafka)

    Gregor Samsa acorda transformado em um inseto. O que parece absurdo se revela um espelho poderoso sobre exclusão, rotina e perda de identidade.

    • O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

    Muito mais que um livro infantil. Uma fábula sobre essência, responsabilidade e o que realmente importa na vida e na liderança.

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    Agora que o Dia do Leitor passou, que tal fazer dele um marco para um novo hábito?

    Escolha um livro. Reserve um tempinho do seu dia. Leia por prazer, por curiosidade, por crescimento. E se alguém perguntar: “Por que você está lendo ficção em vez de um livro técnico?”

    Responda com tranquilidade: “Porque enquanto você aprende técnicas, eu aprendo a entender pessoas. E no fim, todo negócio é feito de pessoas.”

    Feliz Dia (atrasado) do Leitor. Que 2026 seja um ano de boas páginas, boas ideias e boas conversas.

    Nos vemos na próxima coluna. Vamos que vamos! 

    Professor Noslen Borges www.professornoslen.com.br

    Revisão textual: Profª. Ma. Gláucia Dissenha

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