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Presente de final de ano: fracasso dos economistas que previram o pior

O modelo Trump funcionou para bombar a economia, embora maioria dos americanos continue achando a vida cara demais

Por Vilma Gryzinski 29 dez 2025, 08h02 •
  • A economia vai bem, mas o povo vai mal – ou 70% achem que está difícil ou muito difícil manter o padrão de vida., segundo pesquisa recente Todas as previsões dos especialistas sobre uma iminente recessão, com derrocadas em série por causa das tarifas decretadas por Donald Trump, a porta de entrada para falências de múltiplos negócios, preços estratosféricos e prateleiras vazias, não se concretizaram – um ótimo presente de final de ano para o país que tem uma economia de 30 trilhões de dólares e cresceu invejáveis mais de 4% no último trimestre de 2025, com uma inflação de 2,9%, três quedas seguidas nas taxas de juros e produção de energia bombando.

    São resultados a serem comemorados não só pelos americanos, mas pelo resto do mundo que tanto depende da saúde econômica dos Estados Unidos. Vamos fazer isso citando a lista de feitos de Trump feita pelo único intelectual de prestígio que o apoia, Victor Davis Hanson:

    “Em vez de guerra comercial, ele aumentou ingressos com tarifas e foram assinados acordos comerciais equilibrados”.

    “Em comparação com a economia moribunda de Biden, Trump estabeleceu novos precedentes: recorde de produção de energia e preços de combustíveis em queda; inflação abaixo dos 3% que herdou; e notável crescimento de 4,3% do PIB no último trimestre”.

    “Mais importante, 2026 poderá ver um crescimento econômico ainda mais forte devido a um histórico investimento estrangeiro de 10 trilhões de dólares, cortes de impostos, desregulamentação, produção de energia ainda maior, grandes investimentos em tecnologias como IA e fusão nuclear, além de dezenas de acordos comerciais favoráveis”.

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    Novos bilionários

    É possível contestar praticamente todo o resto das iniciativas de Trump, mas os resultados da economia são comprovados pelos números, por mais difícil que seja admitir isso para seus opositores. A favor deles, pesa a opinião pública, chamuscada por preços altos desde o governo Biden e a percepção universal de que “o custo de vida está subindo”.

    Como é possível que tantos economistas tenham errado tanto, mesmo sabendo-se que a definição mais aproximada da categoria é “um especialista que amanhã saberá explicar por que as coisas que previu ontem não aconteceram hoje”?

    Praticamente todos os economistas não prognosticaram o tamanho do crescimento do PIB e “a razão é simples: eles ainda não entendem o poder do modelo econômico de Trump – ou se recusam a admiti-lo”, espetou outro trumpista emérito, Peter Navarro.

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    É preciso levar em conta também a fortaleza da economia americana, independentemente do que façam os governantes para ajudar ou atrapalhar. Um grande componente dessa força é a Revolução Digital, a era em que estamos vivendo, intimamente interligados com tudo o que ela proporcionou, incluindo computadores, celulares e conexão constante. 

    Só para dar uma ideia, nada menos que cinquenta novos bilionários, na maioria americanos ou com investimentos americanos, atingiram esse patamar em 2025, segundo a Forbes. Cinquenta! Todos com atividades relacionadas à Inteligência Artificial. Elon Musk aproximou-se de uma fortuna pessoal de 700 bilhões de dólares. Setecentos! Continua, disparado, na liderança dos dez homens mais ricos do mundo. Desses, apenas um, o francês Bernard Arnault, do grupo de produtos de luxo e redes de varejo LVMH, não construiu a fortuna no mundo high tech.

    Esses empreendedores bilionários ficam mais ricos criando riquezas que alimentam a economia – não tirando dinheiro dela e aumentando a desigualdade, ao contrário do que acredita a seita dos distribucionistas. Muito do aumento do consumo que está puxando a economia americana para cima vem dos maiores gastos das faixas de renda mais alta.

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    Exuberância irracional

    Talvez o ato mais consequente de Trump tenha sido entender como funciona o universo high tech – e como está aciradíssima a competição com a China – e liberado programas de geração de energia movidos pelos próprios interessados, desde pequenas usinas hidrelétricas até nucleares. A Inteligência Artificial devora eletricidade e os ganhadores serão os que mais conseguirem produzi-la – além, claro, de terem os maiores talentos.

    Está aí um dos campos em aberto do governo Trump: ao dificultar os vistos e a contratação de estrangeiros, terá o presidente prejudicado os gigantes do mundo high tech, ou, como sustenta, abrirá mais oportunidades para os americanos igualmente capacitados e mais bem pagos?

    Muitos especialistas acreditam que os anos seguidos de exuberância irracional dos mercados não poderão se perpetuar, que a dívida americana batendo em 40 trilhões de dólares é insustentável, que um novo presidente do Federal Reserve vai enfraquecer o sistema se se mostrar muito suscetível às exigências de Trump de taxas mais baixas, que uma ação chinesa em Taiwan desmoronará o mundo. 

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    Em resumo,  os especialistas acham que o presidente não tem cacife – nem a energia, aos 80 anos que completará no próximo 14 de junho – para bancar, simultaneamente, crescimento do PIB, diminuição do desemprego, queda do custo de vida, juros reduzidos e convencimento da opinião pública que a economia vai bem e os americanos também. Com as próximas eleições legislativas, ainda pode ficar sem os votos para aprovar a enxurrada de reformas.

    A tarefa de Trump em 2026 será desmenti-los. Exatamente como fez em 2025. Já superar a má vontade dos comentaristas antitrumpistas é uma barreira intransponível. Para dar uma ideia, o Washington Post fez uma reportagem sobre o aumento de falências corporativas, num total de 717 empresas esse ano, como exemplo dos maus efeitos da elevação de tarifas e outros percalços. Detalhe: existem seis milhões de empresas com folha salarial e mais 26 milhões de empreendimentos individuais nos Estados Unidos. Quando os jornalistas perdem a capacidade de ter perspectiva, diminuem a sua profissão.

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