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Mundialista

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É Gustavo Petro desequilibrado patológico ou fala absurdos de propósito?

Presidente colombiano se supera em declarações desatinadas - a mais recente delas constrange mulheres de forma difícil até de imaginar

Por Vilma Gryzinski 17 set 2025, 08h13 •
  • O poder inebria e, segundo um ex-chanceler, Gustavo Petro também se embebeda de maneira tradicional, com uísque. Seja qual for a substância inebriante, seu mais recente absurdo foi recebido com uma reação unânime:m nas redes sociais: ”Que nojo”.

    Mas não é difícil imaginar como Petro se acha o máximo por dizer coisas como “uma mulher livre faz o que quer com seu clitóris e com seu cérebro; se souber equilibrar os dois, será uma grande mulher”. Pelo menos, usou o termo mais aceitável, ao contrário de seu amigo brasileiro quando fez declarações irreproduzíveis sobre essa parte do corpo feminino.

    O site Infobae registrou uma das reações mais veementes, a da professora universitária Maria Cristina Hurtado: “Sou feminista social-democrata de esquerda, votei neste governo, lutei pelos direitos humanos das mulheres e da infância durante grande parte da minha vida; agora nos chamam de ‘feministas de direita por exigir que respeitem nossas conquistas, sou desrespeitada por alguém em que votei”.

    Outro simpatizante, Andrés Forero, anotou: “Só no delirante e decadente mundo de Gustavo Petro o modo como utilizar o clitóris das mulheres é objeto de discussão numa reunião de ministros”.

    Para complicar, Petro também está sendo criticado pela forma como tratou publicamente a diretora do programa de substituição de cultivos ilícitos, Gloria Miranda, uma mulher muito bonita de cabelos ruivos e olhos azuis. Petro colocou o braço em seu ombro e brincou “nós a perdemos”, uma referência ao casamento da funcionária. O tipo de piada imprópria para um ato público, ainda mais por parte de um presidente.

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    IDENTIDADE FLUÍDA

    As questões de gênero, por assim dizer, estão provocando uma daquelas discussões em que a esquerda se especializa, com aspectos surreais. Petro nomeou como ministro da Igualdade um homem que usa maquiagem e declara ter identidade fluída, Juan Carlos Florián. Provavelmente achava que estava lacrando, mas uma ação na justiça embargou a nomeação por desrespeitar a lei de cotas para homens e mulheres no gabinete ministerial.

    O representante do governo declarou que a autoidentificação de Florián deveria bastar para preencher a questão das cotas. As críticas de feministas foram atribuídas à “direita”.

    As maluquices de Petro seriam relevadas se ele tivesse o que apresentar como chefe de governo, mas seus péssimos índices de aprovação. O plano de “paz total”do ex-guerrilheiro tem sido um fracasso completo, a praga do terrorismo ressurgiu na Colômbia com atentados que mostram a força de ex-companheiros ideológicos do presidente e suas declarações estapafúrdias envergonham o país.

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    Conhecido defensor da descriminalização, ele veio ao Brasil para dizer que “se amanhã a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria máfia”. Ele já defendeu a cocaína até em discurso na ONU e incentiva os propagadores da ideia de que o combate às drogas fracassou – ao contrário do que aconteceu em seu próprio país, quando o poder dos cartéis foi controlado, embora não, obviamente, extinto.

    ‘MENTIRA FÁTICA’

    O narcotráfico e o vício em drogas são problemas altamente complexos, com uma multiplicidade de fatores, mas uma realidade é inescapável: os países onde os traficantes prosperam sofrem um grave enfraquecimento das próprias instituições, como acontece em quase toda a América Latina.

    O governo americano acabou de descertificar a Colômbia no combate às drogas, acusando Petro de permitir um aumento histórico do cultivo de coca. O presidente colombiano reagiu dizendo que era “uma mentira fática”.

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    Todo mundo está vendo que o governo Trump decidiu intensificar o combate ao tráfico e classificar os cartéis como organizações terroristas, o que permite atos como os bombardeios contra embarcações de traficantes venezuelanos.

    Líderes inteligentes como a presidente do México, Claudia Sheinbaum, colaboram com os Estados Unidos, defendendo ao mesmo tempo as prerrogativas nacionais. Líderes como Petro reagem com palavras agressivas. E falam na dosimetria entre clitóris e cérebro das “grandes mulheres”. Uma besteira talvez se sobreponha à outra – ou assim desejaria seu autor. Pode ser também que ele não esteja usando exatamente a cabeça quando fala essas coisas. Em qualquer hipótese, os colombianos é que se dão mal.

    Numa amostra do que será a disputa presidencial no ano que vem, já barbaramente manchada pelo assassinato do pré-candidato Miguel Uribe, Petro está envolvido no momento numa briga com Abelardo de la Espriella. Advogado empresário e eventual ator, além de produtor de rum, o pré-candidato entrou com uma ação contra o presidente no Tribunal Penal Internacional e foi acusado por ele de apoiar grupos paramilitares, a maneira mais comum de desqualificar candidatos de direita. “Com toda a droga que você consome, você é um dos maiores financiadores – além de sócio – do narcotráfico”, respondeu De la Espriella. A campanha promete.

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