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‘Guernica’, de Picasso, e a poética da opressão

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Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 13 ago 2018, 17h26 - Publicado em 4 jul 2013, 23h56

 

Foi com uma sequência significativa de slides que o historiador de arte britânico TJ Clark iniciou “Olhando de novo para Guernica, de Picasso”, a mesa do horário nobre da noite desta quinta-feira, na Flip. Nas imagens, se via primeiro John Negro Ponte, embaixador americano na ONU, ao lado de uma reprodução em tapeçaria do monumental trabalho sobre a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Depois, protestos em Londres contra a atuação americana no Oriente Médio, com o mesmo quadro reproduzido como cartaz, nas ruas. Guernica, diz então Clark, se tornou um símbolo da opressão do Estado.

“No décimo mês da Guerra Civil Espanhola, a cidade de Guernica, que durante muito tempo foi símbolo basco, foi bombardeada. A Lufthansa queria testar seu poder e que efeito ele teria sobre os civis”, conta o historiador, que, além do apoio de Hitler, lembra do suporte que o general espanhol Franco recebeu do Mussolini. Foi contra esse totalitarismo que Picasso se insurgiu no mural, investindo em cenas de destruição e sofrimento para mostrar no horror do conflito. “Guernica foi inaugural, abriu as portas para o terror de Estado. Dezenas, se não centenas, de pessoas morreriam”, diz Clark, que não se furta a mostrar as incongruências do pintor. Picasso foi alvo de críticos por manter, depois da guerra, uma certa admiração por Stálin – a União Soviética esteve contra Franco no conflito. “Há quem proponha que o punho fechado que aparece em Guernica é alusão ao stalinismo”, pontua Clark.

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