
No fim das contas o Brasil não viveu a pior situação nesta guerra comercial trumpista. Afinal, vai pagar 10% de tarifas extras, o que significa que pagará menos do que nosos competidores em vários produtos. Essa é a primeira constatação ao analisar a metralhadora tarifária de Donald Trump contra o mundo.
Existem outras.
A principal delas é que a diplomacia vai continuar trabalhando para negociar a melhora da situação brasileira.
Ocorre que nada disso muda o fato de que a guerra tarifária do presidente dos Estados Unidos pode provocar uma ruína na economia global. Sim, a palavra ruína foi usada nesta quinta, 3, pela revista The Economist e pode atingir o governo Lula em cheio.
Quando os Estados Unidos fizeram um grande tarifaço para “proteger a economia americana” há quase 100 anos… o que aconteceu? Aumentou o tempo da grande depressão.
Ou os economistas estão todos errados e Trump está certo, ou tudo isso vai provocar inflação e estagnação.
Enquanto isso, o bolsonarismo, digamos que o satélite mais importante do trumpismo na América Latina, não sabe o que fazer.
O próprio Bolsonaro continua defendendo Trump. Ao mesmo tempo, bolsonaristas no Congresso se unem a petistas para aprovar a lei da reciprocidade.
No meio disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, principal nome para substituir Bolsonaro em 2026, não sabe onde guardar aquele enfadado boné.