Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês
Imagem Blog

Matheus Leitão

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

A marca do governo Bolsonaro

Governo chega aos mil dias construindo crises e conflitos

Por Matheus Leitão 27 set 2021, 15h40

Todo governo tem uma marca. No dia em que completa mil dias à frente da Presidência da República, Jair Bolsonaro vai tentar emplacar uma mensagem positiva, de grandes feitos e conquistas. Aliás, tem programação extensa nos próximos dias. Mas a verdade é que a atual gestão já tem uma marca: é um construtor de crises.

O Brasil tem hoje um presidente criador de crises diárias que já se indispôs com o Congresso, com o Supremo Tribunal Federal (STF), com a imprensa, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com integrantes do seu próprio governo, com dirigentes de estatais. São tantos conflitos que fica difícil fazer as contas. Qualquer lista ficará incompleta.

A estratégia de comunicação de Bolsonaro é estar sempre sendo lembrado e, por isso, ele produz polêmicas e fala absurdos frequentemente. A tática, no entanto, produziu efeito contrário e os brasileiros começaram a procurar pelo desempenho do presidente e o que encontraram é desanimador.

O desempenho está nas quase 600 mil mortes causadas pelo coronavírus, na inflação crescente que já chega a quase 10%, na alta dos juros, no desemprego recorde, na expectativa de que a economia fique estagnada em 2022 e, principalmente, no alto índice de reprovação do presidente.

As pesquisas mostram que mais da metade do país está insatisfeita com a forma como Bolsonaro governa. O número é expressivo e tem grande peso nas eleições de 2022 tanto para o presidente como para seus rivais.

Continua após a publicidade

Quem conheceu Bolsonaro como deputado já esperava essa postura na presidência. Enquanto esteve na Câmara, não propôs nenhum projeto, não aprovou propostas e não soube fazer política construindo pontes com seus colegas parlamentares. Em vez disso, atacou e ofendeu em diversas ocasiões aqueles que estavam nas cadeiras ao seu lado.

Ao dizer que a marca do governo é a crise, esta coluna não está emitindo um juízo de valor pessoal. É uma constatação. Sempre que uma gestão completa um ciclo, é comum que os jornais façam gráficos com acontecimentos marcantes do período. No caso do atual governo, os momentos marcantes, infelizmente, foram de crises – uma atrás da outra.

Mais uma vez, após mil dias de gestão, permanece a esperança de que Bolsonaro adote uma postura mais moderada. Como visto na entrevista dada à Veja na última semana, um tom de conciliação e de “apagar incêndios” é muito mais produtivo para o país do que a produção de crises o tempo todo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).