Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90
Imagem Blog

Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Queremos que as pessoas falem abertamente’, diz Meta ao governo Lula

Na resposta à AGU, companhia diz que 'notas da comunidade' serão testadas primeiro nos EUA e que moderação de certos conteúdos permanece; veja documento

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jan 2025, 14h43 • Atualizado em 14 jan 2025, 17h29
  • Na resposta que a Meta — dona de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads — enviou à Advocacia-Geral da União (AGU) sobre suas novas políticas de moderação de conteúdo, a companhia defendeu que as pessoas “possam falar abertamente” nos seus espaços virtuais, mesmo que seja sobre assuntos “questionáveis”.

    De acordo com o documento, disponibilizado na íntegra pela AGU (veja ao final), a Meta manterá a moderação de conteúdos violentos ou inadequados para menores de idade e testará as notas da comunidade primeiro nos Estados Unidos, antes de expandir a política para outros países.

    O documento foi apresentado pouco antes da meia-noite desta segunda, 13, mas foi disponibilizado na íntegra pela AGU apenas na tarde desta terça, 14. “Queremos que as pessoas possam falar abertamente sobre os assuntos que importam para elas, mesmo que outras pessoas discordem ou considerem tais assuntos questionáveis”, disse a Meta.

    Em outro trecho, a companhia diz que “está profundamente comprometida com a liberdade de expressão” e fez um mea-culpa sobre suas políticas de moderação de conteúdo. “Embora muitos desses esforços tenham sido bem-intencionados, eles se ampliaram ao longo do tempo até o ponto de termos às vezes exagerado na aplicação dessas regras, limitando o debate político legítimo e, com frequência, impedindo a livre expressão que pretendemos viabilizar.”

    Na semana passada, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, divulgou um comunicado anunciando seu alinhamento ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que toma posse na próxima segunda, 20, e informando que suas redes sociais iriam desativar os sistemas de moderação de conteúdo, substituindo-os pelas “notas da comunidade”. No modelo, usado pelo X (antigo Twitter) de Elon Musk, os próprios usuários dizem qual conteúdo é falso e qual é verdadeiro.

    Continua após a publicidade

    Zuckerberg justificou a mudança de postura por conta de uma suposta “censura” que suas redes sociais estariam praticando contra os usuários e criticou os esforços de outros governos para cercear o livre discurso. Ele mencionou o Brasil de forma indireta ao falar sobre “Cortes secretas da América Latina”, uma clara referência às decisões sigilosas do ministro Alexandre de Moraes que determinaram a derrubada de perfis e publicações que atentaram contra a democracia brasileira.

    O gesto motivou uma resposta do governo brasileiro, e Lula falou sobre a necessidade de se preservar a “soberania nacional”. Por isso, a AGU pediu à Meta que explicasse como essas novas diretrizes funcionariam no Brasil. A companhia disse que, apesar das mudanças, continuará a “remover conteúdo que incite ou facilite a violência” ou quando “a desinformação puder interferir diretamente no funcionamento de processos políticos, como eleições e censos”.

    A big tech também afirmou que continuará filtrando os conteúdos que chegam aos usuários menores de idade.

    Veja aqui a íntegra da resposta da Meta à AGU

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).