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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Quantas pessoas realmente morreram com drinks batizados com metanol?

São Paulo tem cinco mortes por intoxicação com o produto químico, mas apenas um laudo foi conclusivo, até agora, sobre o que provocou a contaminação

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 out 2025, 14h59 •
  • Nos últimos dias, ganhou o noticiário e as redes sociais os relatos de suspeitas envolvendo a intoxicação por metanol em razão do consumo de bebidas alcóolicas, com registro de mortes e internações, especialmente em São Paulo. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o número de mortes (cinco) e internações suspeitas (dezessete) já superam a média anual de registros desse tipo de caso no Brasil.

    A repercussão dos casos levou autoridades do Estado e da União a anunciarem providências. Em São Paulo, além de um gabinete de crise criado para gerenciar a situação, uma força-tarefa formada por órgãos como Vigilância em Saúde e Procon passaram a fazer inspeções em locais ligados às suspeitas de intoxicação, com base nos relatos de vítimas. Já o governo federal anunciou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para acompanhar se há casos fora do território paulista e se há o envolvimento de grupos criminosos como o PCC na adulteração de bebidas.

    Mas, afinal, o que está confirmado de fato até agora? Quantas mortes podem ser atribuídas à intoxicação por metanol? E quantas dessas vítimas se contaminaram por meio da ingestão de bebidas alcoólicas?

    Veja abaixo o que se sabe até esta quarta-feira, 1º:

    Mortes

    Há uma morte por intoxicação de metanol em razão do consumo de bebida confirmada até agora, em São Paulo. Outros quatro óbitos (três na capital e uma em São Bernardo do Campo) também se deram em razão do produto químico, mas não se sabe se isso teve relação com a ingestão de bebida, o que está sendo apurado — todos os corpos passam obrigatoriamente por análise do Instituto Médico-Legal (IML) e até agora só um laudo apontou a relação com bebida.

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    Há uma outra morte sob investigação em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, mas ainda não se sabe a causa — o homem, de 49 anos, teria ingerido bebida alcoólica na noite anterior, segundo relatos de familiares, mas a relação com o óbito ainda não foi estabelecida.

    Em Pernambuco, a Vigilância Sanitária investiga duas mortes suspeitas de intoxicação por metanol no interior do estado. As vítimas eram moradoras dos municípios de Lajedo e João Alfredo, ambos no agreste, e foram atendidas no hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Uma terceira vítima teve alta, mas perdeu a visão.

    Investigações

    Há apurações criminais em andamento na Polícia Civil de São Paulo e de saúde pública e direitos do consumidor em órgãos como Vigilância Sanitária e Procon. Um passo fundamental é refazer a cadeia dos passos de cada vítima, ouvir testemunhas, saber onde elas estiveram, que bebidas consumiram e quais foram os sintomas apresentados.

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    Em São Paulo, três bares foram interditados na região metropolitana (um em São Bernardo do Campo e, na capital, um nos Jardins e outro na Mooca). Em outros estabelecimentos, autoridades recolheram milhares de garrafas de bebidas que serão periciadas para saber se há ou não a presença de metanol. Uma fábrica clandestina de bebidas foi fechada na terça em de Americana (interior de São Paulo).

    Na terça, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a PF irá entrar nas investigações, por dois motivos: um, a possibilidade de o caso extrapolar as divisas de São Paulo e, o outro, por conta de ação do PCC — nenhuma das duas coisas foi por, ora, confirmada.

     

     

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