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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PSB filia deputados do PDT e faz frente à hegemonia do PT no Ceará

Movimento é fruto de articulação de Cid Gomes com ala contrária a Ciro Gomes e fará da bancada a maior do Legislativo

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 fev 2025, 12h27 • Atualizado em 7 fev 2025, 19h14
  • O PSB do Ceará realizou nesta sexta-feira, 7, a filiação de oito deputados estaduais e quatro suplentes do PDT de Ciro Gomes à sigla. Com o embarque, a bancada pessebista passa de inexistente para a maior na Assembleia Legislativa do estado (Alece), seguida pelo PT e o agora minguado PDT. O chamado ‘Grande Evento de Filiação’ contou com a presença de nomes graúdos como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o governador Elmano de Freitas (PT) e o senador Cid Gomes (PSB).

    Foi Cid, inclusive, o responsável por costurar o movimento de debandada do PDT. Com a divisão interna da sigla nas eleições de 2022, motivada pela divergência em torno do apoio ao PT, Ciro e Cid romperam, e o senador deixou a legenda para se filiar ao PSB com a promessa de levar consigo deputados aliados. O racha foi intensificado pela disputa de Cid e do deputado federal André Figueiredo — aliado de Ciro — pelo comando do PDT no Ceará.

    A chegada dos deputados só pode ser concretizada após autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou, em novembro, decisão da instância inferior sobre os pedidos de desfiliação. Isso porque os parlamentares poderiam perder seus mandatos caso deixassem a sigla sem a anuência judicial. A previsão inicial era de que dez deputados concluíssem a migração para o PSB, mas após a desistência de um deles, Bruno Pedroso, o placar caiu para nove mandatários (oito do PDT e a deputada Marta Gonçalves, do PL).

    Com a hegemonia do PT no Ceará — que tem o governo, a prefeitura de Fortaleza, com Evandro Leitão, e o senador licenciado Camilo Santana como ministro da Educação –, o arremate de membros do PDT pelo PSB pode garantir que o partido faça frente à sigla de Lula em um futuro próximo. Apesar de aliados incontestes no estado — os dissidentes disseram essa semana que serão apoio ao governo Elmano –, a movimentação poderá cacifar o partido de Cid para as eleições de 2026.

    Em 2024, o partido já deu demonstração de força: foi campeão na eleição de prefeitos no estado, com 65 mandatários — 57 a mais que em 2020. Outra sinalização foi a discordância de Cid da candidatura de Fernando Santana, do PT — ele é cunhado de Camilo –, à Alece no final de 2024. O senador bateu o pé e ameaçou desfazer o enlace com o PT, alegando que a sigla não poderia querer ocupar todos os espaços. A resistência deu resultado: Santana desistiu da candidatura e quem se candidatou e venceu foi Romeu Aldigueri, aliado de Cid e um dos dissidentes do PDT que agora desembarcam no PSB.

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