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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pix: Nikolas tem mais views que triunfos de Trump, Messi e Fernanda Torres

Levantamento sobre a repercussão da polêmica envolvendo o sistema de pagamento foi divulgado pela Quaest

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jan 2025, 17h21 • Atualizado em 17 jan 2025, 20h09
  • O sucesso nas redes sociais do vídeo em que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) explora politicamente as mudanças no Pix promovidas pela Receita Federal foi evidente: alcançou quase 300 milhões de visualizações e foi decisivo para emparedar o governo Lula, tanto que este foi obrigado a recuar da medida em meio ao estrago generalizado na imagem.

    Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 17, pela Quaest mostra o tamanho da viralização da publicação do deputado. Ele alcançou 291 milhões de visualizações no Instagram , superando no Brasil o vídeo de Lionel Messi comemorando a vitória na Copa do Mundo de 2022 (206 milhões), a celebração de Donald Trump ao vencer a disputa pela presidência dos EUA em 2024  (57 milhões) e até a premiação de Fernanda Torres como melhor atriz de drama no prestigiado Globo de Ouro (77 milhões).

    Segundo a Quaest, o volume de menções às mudanças do Pix nas plataformas X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube começou a subir com vídeo divulgado pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), no dia 6 de janeiro, deu um salto quando o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad (Fazenda) gravaram vídeos para se explicarem e disparou com a entrada de Nikolas na onda (veja abaixo).

    Pix
    Gráfico da Quaest mostra a evolução da polêmica do Pix nas redes sociais (Quaest/Reprodução)

    Informações falsas

    A pesquisa da Quaest também entrevistou brasileiros sobre as notícias envolvendo o Pix. Segundo o levantamento, 88% dos entrevistados ficaram sabendo de mudanças nas normas de fiscalização — e 87% ouviram falar que o governo federal cobraria taxa no Pix.

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    Ainda segundo a pesquisa, 67% ainda acreditam que o governo possa vir a cobrar uma taxa sobre o Pix. O levantamento mostra que 68% dos entrevistados ficaram sabendo que o governo desmentiu as informações falsas sobre o meio de pagamento, e 55%, que a Receita revogou as novas normas sobre fiscalização.

    Três erros do governo

    Segundo o cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, o governo cometeu três pecados no episódio: timing errado, diagnóstico errado e tática errada.

    Ele lembra que foi em setembro que a medida foi anunciada pela Fazenda e que o governo teve tempo para explicá-la à população, mas só reagiu quando era tarde. “O governo demorou a compreender o que estava acontecendo e entrou atrasado no assunto. E timing é tudo para quem quer pautar debate digital”, afirma. “Quando foi lidar com o assunto, foi de forma protocolar”, completa.

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    O diagnóstico, afirma, também foi equivocado, ao achar que o problema era apenas a grande circulação de vídeos falsos. Pesquisa da Quaest mostra que 88% ficaram sabendo do debate sobre as mudança do Pix e 87% ouviu falar que o governo estava planejando cobrar impostos. “Mas essas fake news têm que ser corretamente compreendidas. Elas são gatilhos, não são instrumentos de persuasão. As pessoas não mudam de opinião ao serem expostas a fake news. Elas apenas servem para reafirmar nossos vieses, nossas crenças.”, diz.

    Segundo Nunes, o viés da sociedade contra o governo vem das idas e vindas na comunicação oficial, que produziram desconfiança sobre que medidas serão adotadas ao final, como ocorreu com a taxação das blusinhas e o anúncio do pacote no corte de gastos. “Ambos sinalizam, de formas diferentes, que o governo não sabe o que está fazendo. É como se revelasse insegurança. E o resultado acaba sendo mais desconfiança. Ou seja, a crise do governo hoje é de credibilidade”, avalia.

    O terceiro problema, diz Nunes, foi a revogação da medida. “O governo optou por jogar água na fervura. Era o que a maioria das pessoas esperava depois de tudo o que aconteceu. Mas essa medida não vem sem custo. A revogação revelou a fragilidade do governo. Passou a impressão que o governo estava errado e que a oposição estava certa”, analisa.

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