PF pede que Moraes prorrogue investigação sobre Eduardo Bolsonaro
Filho do ex-presidente é investigado por tentar obstruir investigações do caso da tentativa do golpe de estado
A Polícia Federal pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mais prazo para concluir a investigação sobre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar é suspeito de tentar obstruir o andamento do caso da tentativa de golpe de estado ao tentar costurar, junto ao governo dos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras.
O pedido, feito pela PF nesta quinta-feira, 3, não especifica o prazo. A solicitação vai ser analisada por Moraes, relator do caso, que vai ter que conceder um tempo específico para a investigação terminar. Contudo, não há um limite para a quantidade de prorrogações que podem ser concedidas — o inquérito das milícias digitais, por exemplo, já foi prorrogado mais de dez vezes.
Eduardo se licenciou do cargo de deputado federal e está vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Lá, ele tem se dedicado a se reunir com deputados e políticos aliados do republicano Donald Trump, na tentativa de obter sanções que afetem diretamente Alexandre de Moraes e outras autoridades brasileiras que estariam, na avaliação do bolsonarismo, tentando prejudicar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por conta dessas movimentações, Moraes determinou a abertura da investigação contra o deputado. O inquérito apura se o filho Zero Três do ex-presidente teria cometido os crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1 º, da Lei 12.850/13) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal).
As diligências que estão sendo feitas pela PF estão em segredo de Justiça, porque são investigações em andamento. Porém, uma das pessoas que foi convocada a depor foi o próprio Jair Bolsonaro, que disse, aos investigadores, que mandou dois milhões de reais para Eduardo sobreviver nos EUA e sustentar sua família.
Em entrevista a VEJA, Eduardo admitiu que o seu nome é uma das possibilidades para representar a direita na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.





