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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pesquisa mostra as diferenças entre esquerda e direita na crise do metanol

Levantamento do Instituto Democracia em Xeque também mapeou principais temas e narrativas usados por cada um dos campos ao longo da crise

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 out 2025, 16h22 • Atualizado em 10 out 2025, 16h29
  • Um levantamento divulgado pelo Instituto Democracia em Xeque (DX) nesta sexta-feira, 10, mapeou as principais diferenças de comportamento da esquerda, da direita e da imprensa nas redes sociais durante a crise do metanol.

    A pesquisa constatou que, tanto no Instagram quanto no X (antigo Twitter), a imprensa acabou liderando o debate sobre o metanol, seguida pela esquerda. A direita, diz o relatório, manteve silêncio “incomum” diante da crise. O período analisado foi entre 27 de setembro e 8 de outubro.

    Quanto ao posicionamento dos campos nas redes, a direita tentou deslocar o foco para o crime e a fiscalização, reforçando a imagem de “ordem e punição”. A esquerda, por outro lado, articulou uma indignação moral e crítica política, cobrando ação estatal e empatia com as vítimas. Já a imprensa, mostra o DX, teve papel de contenção, convertendo medo em informação e serviço público.

    Narrativas

    O levantamento também mapeou quais foram os principais temas abordados tanto pela direita quanto pela esquerda ao longo da crise. A conclusão foi a de que a direita lançou mão de narrativas conservadoras que moldaram o surto de metanol como símbolo da “decadência moral e institucional”, justificando o discurso da autoridade punitiva, da gestão técnica e da desconfiança sistêmica.

    Uma das figuras de destaque apontadas é a do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), que usou o episódio para projetar competência e controle. “O governador descreve operações, protocolos e convênios como resposta imediata à crise, deslocando o foco das vítimas para a eficácia administrativa. O tom técnico legitima a imagem de gestão firme e cooperativa, em contraste com a suposta omissão federal”, diz o relatório.

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    Já no campo progressista, a narrativa foi estruturada, em significativa medida, em torno da crítica moral e política ao comportamento de Tarcísio. A fala na qual o governador ironizou a tragédia ao dizer “no dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar” tornou-se eixo simbólico da indignação. Parlamentares como o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) compararam o episódio ao “e daí?” de Jair Bolsonaro na pandemia, transformando o descaso em emblema de “continuidade do autoritarismo” e da “insensibilidade da direita”.

    Presença nas redes

    A pesquisa elaborou um gráfico de presença por dia e por categoria política. A imprensa veio em alta desde o início da crise e sustentou patamar elevado até dia 4 de outubro — sinal de agenda noticiosa intensa que pautou o debate. A direita, por outro lado, cresce de forma contínua de 27 de setembro a 3 de outubro, e perde fôlego após o pico, sugerindo mobilização concentrada em um ciclo curto. Já a esquerda acompanha a escalada até 3 de outubro, recua no final de semana dos dias 4 e 5 e volta a ganhar tração entre os dias 6 e 7 — resposta associada à disputa de responsabilidade e medidas de proteção.

    Democracia em Xeque
    Democracia em Xeque (Democracia em Xeque/Reprodução)
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    Outro ponto analisado foi o comportamento dos campos em diferentes plataformas. No Instagram, a imprensa concentrou quase metade das publicações (45%), com a esquerda em segundo lugar (33%), a direita em terceiro (7%) e o centro com 4%.

    No TikTok, a a direita lidera com folga (53%), a esquerda disputa o terreno com 37%, ao passo que centro e imprensa têm presença baixa (7% e 4%).

    No X, a imprensa volta a liderar (41%) e pauta o ciclo informativo; a esquerda usa o espaço para pressão e curadoria (29%), e a Direita opera em terceiro plano (24%).

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    No YouTube, a imprensa não é coletada; a direita domina o ambiente de vídeos longos e lives (69%), a esquerda ocupa posição secundária (22%) e o centro mantém atuação pontual (9%).

    Democracia em Xeque
    Democracia em Xeque (Democracia em Xeque/Reprodução)
    Democracia em Xeque
    Democracia em Xeque (Democracia em Xeque/Reprodução)
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