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A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os principais compromissos da Petrobras para explorar poço no Amapá

Ibama concedeu licença para perfuração de poço exploratório na Margem Equatorial; fase atual é de estudos e busca obter informações geológicas do local

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 out 2025, 14h32
Os principais compromissos da Petrobras para explorar poço no Amapá Priorizar nos meus resultados Google

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou, na última segunda-feira, 20, a concessão da licença para que a Petrobras faça a perfuração de um poço exploratório na Margem Equatorial brasileira, nas águas profundas do Amapá. O poço fica localizado a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa.

Para a emissão da licença, que foi comemorada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras teve que cumprir uma série de requisitos e de compromissos ambientais, o que incluiu correções no pedido original de exploração feito pela estatal, em maio de 2023, que foi indeferido pelo Ibama.

A sonda já está posicionada e a perfuração está prevista para ser iniciada imediatamente, com duração estimada de cinco meses. Por meio da pesquisa exploratória, a estatal busca obter informações geológicas e avaliar se, de fato, há petróleo e gás na área em escala econômica.

O ponto central das adequações chanceladas pelo Ibama gira em torno do plano de emergência que garante o combate e a pronta atuação contra possíveis vazamentos de óleo ou incidentes na região: o Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada.

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Como parte da força-tarefa, a Petrobras construiu um novo Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) no município de Oiapoque, no Amapá. A estrutura soma-se a outra, já existente, em Belém. A estatal também colocou em operação três embarcações offshore para o atendimento da fauna oleada, e quatro embarcações de apoio próximo à costa.

Já como última etapa de avaliação, a Petrobras realizou, em agosto, um simulado in loco, denominado Avaliação Pré-Operacional (APO), por meio do qual comprovou a “capacidade e a eficácia” do plano de resposta à emergência. Um novo exercício simulado, com foco no atendimento à fauna, será realizado durante a atividade de perfuração, diz a Petrobras.

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“Nesse processo, a companhia pôde comprovar a robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente que estará disponível durante a perfuração em águas profundas do Amapá”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras, na segunda-feira, 21. “Vamos operar com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, disse a executiva.

Próximos passos

Não há produção de petróleo na fase atual, de perfuração do poço exploratório. Para que a Petrobras passe a produzir a matéria-prima de combustíveis na região, é preciso cumprir ainda outras etapas. Além da verificação da disponibilidade de volume de petróleo que justifique o investimento na extração, a estatal deve declarar a chamada “comercialidade” da área, o que daria início ao desenvolvimento do campo.

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Na sequência, é preciso, que o Ibama aprove o licenciamento ambiental para a atividade de produção de petróleo.

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