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Maquiavel

Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O ‘ultimato’ da Petrobras ao Ibama em impasse na Foz do Amazonas

Presidente da estatal diz que tem enviado cartas com respostas a exigências do órgão ambiental para liberação de licença para pesquisa, mas sem resposta

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 Maio 2025, 15h01 • Atualizado em 15 Maio 2025, 18h04
  • A demora do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) em dar uma resposta sobre a licença para as pesquisas iniciais a respeito de exploração de petróleo na Foz do Amazonas tem feito a Petrobras cobrar de forma incisiva a autarquia por um parecer.

    Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, na última quarta-feira, 14, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que, desde abril, a petrolífera tem enviado cartas com respostas a questionamentos feitos pelo próprio órgão ambiental. Nesses documentos, são prestadas informações com medidas adotadas pela Petrobras a fim de obter a liberação, por parte do Ibama, da licença que viabilizaria pesquisas na região do Amapá, na chamada Margem Equatorial. As pesquisas são a fase inicial e necessária para que o processo avance para a eventual exploração, de fato, de petróleo na região.

    Segundo Chambriard, foi solicitada que houvesse uma resposta até esta quinta-feira, 15, mas por enquanto não houve retorno.

    Entre as medidas adotadas pela Petrobras e comunicada ao Ibama está mais um centro de despetrolização da fauna local — somado ao já existente em Belém, mas que é considerado longe demais para conter eventuais danos. “Atendemos à última exigência do Ibama, que é mais um centro de despetrolização da fauna. Já há um em Belém, e teremos mais um no Oiapoque. É o maior plano de emergência individual já feito no mundo para atender a eventual contenção em águas profundas e ultraprofundas”, disse a presidente da Petrobras.

    Outra medida atendida foi a limpeza da sonda necessária para a pesquisa da área. “A sonda foi limpa, preparada para ser levada. Falta a fiscalização do Ibama desse centro [do Oiapoque] e, após isso, uma autorização para uma licença pré-operacional, que é um grande exercício que a gente faz para provar que todos os equipamentos estão em ordem e no local correto para que se possa, então, a partir daí, autorizar a perfuração da máquina. Como nós entregamos tudo, toda semana a gente diz para o Ibama: ‘Olha, está tudo pronto aqui’. É a quarta carta dizendo que estamos prontos para ser fiscalizados”, acrescentou Chambriard a Miriam Leitão.

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    Boicote

    No início deste mês, Lula garantiu a aliados que encerraria a “lenga-lenga” do Ibama sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial no Amapá assim que voltasse da sua viagem à Ásia, conforme mostra a coluna Radar.

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    O petista quer a exploração — também defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e outros políticos de peso no Parlamento — e estaria convencido de que o Ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva, atua para boicotar a ação da Petrobras no Amapá.

    A gota d’água foi o anúncio de discussões para criação de reservas extrativistas na margem equatorial. Marina, como se sabe, tem dito que a decisão sobre a exploração de petróleo na margem equatorial “será técnica”. Lula cansou disso também. “O presidente percebeu que a Marina está sem pressa. Por ela, acaba o governo e nada andará”, diz o aliado.

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