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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Nobel da Paz: Lula já ironizou cassação de María Corina na Venezuela

'Fui impedido de concorrer as eleições de 2018 e, ao invés de ficar chorando, eu indiquei um outro candidato', disse o presidente

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 out 2025, 12h12 • Atualizado em 10 out 2025, 12h20
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) já criticaram a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, a venezuelana María Corina Machado, anunciada nesta sexta-feira, 10.

    Em março de 2024, na esteira do impedimento de Corina para disputar as eleições presidenciais, Lula foi questionado por jornalistas sobre os acontecimentos no país vizinho. O presidente falou sobre sua própria inelegibilidade, em 2018, e disse que a líder venezuelana não deveria “ficar chorando”.

    “Eu só disse a vocês que houve, aqui nesse país, eu fui impedido de concorrer as eleições de 2018. Ao invés de ficar chorando, eu indiquei um outro candidato, que disputou as eleições”, disse Lula.

    “Na Venezuela, estão marcadas as eleições para o dia 28 de junho [de 2024]. Agora a pergunta de vocês é se as eleições vão ser honestas ou não. Eu espero que as eleições sejam as mais democráticas possíveis. E, segundo, o presidente Maduro me disse, ele vai convocar todos os olheiros do mundo que quiserem assistir o processo eleitoral na Venezuela”, declarou.

    María Corina rebateu as declarações. “Eu chorando, presidente Lula? Diz isso porque sou mulher? O senhor não me conhece. Estou lutando para fazer valer o direito de milhões de venezuelanos que votaram em mim nas [eleições] primárias e os milhões que tem o direito de fazê-lo em eleições presidenciais livres”, publicou a liderança no X (ex-Twitter).

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    Em janeiro de 2024, o regime de Nicolás Maduro, por meio de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça, tornou María Corina Machado inabilitada para ocupar cargos públicos por 15 anos. À época, Corina tinha cerca de 40% de intenções de voto. O ex-governador Henrique Capriles, outro nome forte da oposição, também teve a mesma sentença.

    Já em janeiro deste ano, o dirigente petista Valter Pomar, ex-candidato à presidência da legenda, ironizou a prisão de María Corina e afirmou que a detenção era uma “fake news”. Segundo ele, a prisão havia sido “fabricada” pela própria oposição para desviar a atenção do que ele classificou de “fracasso da mobilização da extrema-direita”.

    A versão oficial do governo venezuelano foi a de que não houve uma detenção formal — Corina e aliados afirmam que ela foi detida “brevemente”, forçada a gravar vídeos e depois foi liberada.

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    Nobel da Paz

    O Prêmio Nobel da Paz 2025 foi entregue para María Corina Machado, líder opositora da Venezuela, por sua luta pela democracia e resistência ao regime de Nicolás Maduro. A láurea foi concedida pelo Comitê Norueguês do Nobel, em uma cerimônia realizada em Oslo nesta sexta-feira, 10. De acordo com o painel independente de cinco membros nomeados pelo Parlamento norueguês, ela é exemplo de um “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo venezuelano e da luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

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