MP questiona investigação da polícia sobre expedição de Pablo Marçal
Coach e ex-presidenciável que levou 33 pessoas ao Pico dos Marins é acusado de tentativa de homicídio
A promotora Renata Galhardo Zaros, do Ministério Público de Piquete (SP), questionou o relatório final da Polícia Civil sobre a atuação do coach Pablo Marçal em uma expedição feita em janeiro deste ano ao Pico dos Marins. Na ocasião, 33 pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros, após o grupo enfrentar tempestades e ventos de 100 quilômetros por hora, e Marçal foi acusado de expor todas a risco.
Há duas semanas, o delegado Francisco Sannini Neto concluiu o inquérito, sem indiciar nenhum dos participantes do evento, alegando que cada um foi por sua conta e risco.
Para a promotoria, no entanto, a investigação foi prematura e ineficaz. “Ora, num universo de dezenas de pessoas que se embrenharam rumo ao Pico dos Marins em período vedado, o delegado se contentou com a oitiva apenas das testemunhas escolhidas a dedo pelo averiguado Pablo Marçal”, afirma Zaros, se referindo a pessoas que trabalham em uma empresa que tem justamente o coach como “mentor”. “(Os depoimentos) beiram inclusive o crime de falso testemunho, que igualmente merece ser apurado.”
Agora, a promotora pede o retorno do processo à delegacia de Piquete para que mais pessoas possam ser ouvidas.
Primeiro candidato a presidente pelo Pros, Marçal se lançou postulante a deputado federal e obteve 243.000 votos nas eleições deste ano. Apesar do número expressivo, ele não poderá assumir uma cadeira na Câmara porque sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O motivo foram desavenças com a legenda à qual é filiado, que não disponibilizou o registro para o TSE.
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