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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse e Diogo Magri. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lula intensifica avanço rumo ao centro político

Em sua saga pela frente ampla contra Bolsonaro, o pré-candidato tem buscado conversar com figuras de partidos como o MBD e o PSD

Por Diogo Magri 16 fev 2022, 11h03

Pré-candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva tem se deslocado cada vez mais da esquerda para o centro. O ex-presidente e atual líder das pesquisas entende que terá mais chances de derrotar Jair Bolsonaro nas eleições deste ano se unir forças com partidos que outrora foram adversários dos petistas. “Eu estou conversando com todas as forças políticas e com quem mais puder conversar. Porque consertar esse país é responsabilidade de todos nós”, declarou em entrevista no ano passado.

O último desses movimentos visa o MDB, partido que conta com parlamentares aliados do governo Bolsonaro. Lula quer conversar com Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal e hoje apoiador do atual presidente. O petista entende que pode convencê-lo a mudar de lado até as eleições.

Ainda dentro do MDB, Lula se encontrou mais de uma vez com Renan Calheiros, senador de Alagoas e opositor de Bolsonaro. Existe a expectativa que ao menos a cúpula nordestina do partido decida aderir à candidatura do PT, especialmente se a pré-candidata do partido, a senadora Simone Tebet, não decolar nas pesquisas. Vale lembrar que, até o fim do ano passado, Fernando Bezerra era o líder do governo Bolsonaro no Senado. Bezerra é filiado ao MDB e senador por Pernambuco.

Outro partido de centro na mira de Lula é o PSD. O pré-candidato tem mantido conversas com Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo pelo DEM  e fundador da sigla. O PSD também surgiu como alternativa para abrigar Geraldo Alckmin, que é o favorito de Lula para compor sua chapa “frente ampla” como vice-presidente.

Na mesma direção, o presidenciável do PT tenta convencer o correligionário Jaques Wagner a desistir da candidatura ao governo da Bahia. O ex-ministro-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff abriria mão da disputa para apoiar Otto Alencar, que hoje é senador do estado pelo PSD. Seria mais um movimento para atrair aliados do centro. Alencar, que é médico, se destacou na CPI da Covid-19 como uma das vozes que criticou a gestão sanitária do governo federal.

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