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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco, Pedro Jordão e Anna Satie. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Líder do PL na Câmara critica Moraes por decisão sobre Ramagem: ‘Vingança’

Ministro é relator de julgamento virtual no STF que visa barrar medida do Legislativo em favor do deputado no processo da trama golpista

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 Maio 2025, 15h37 • Atualizado em 9 Maio 2025, 15h51
  • O deputado Sóstenes Cavalcante, líder da bancada do PL na Câmara, criticou na tarde desta sexta-feira, 9, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que deve inviabilizar a manobra do Congresso feita para suspendeu a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). O foco da crítica foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do julgamento virtual e que votou parcialmente contra o ato do Legislativo, sendo seguido logo depois por Cristiano Zanin.

    “Alexandre Ramagem respondeu a mais de 130 perguntas da PF, colaborou com tudo, não há crime, nem prova. Mesmo assim, Moraes ignora 315 votos da Câmara e insiste em manter uma ação viva — por vingança, não por justiça”, declarou o parlamentar. “Quando um ministro afronta a vontade do povo e a soberania do Parlamento, a democracia vira refém. O Brasil está assistindo. E não aceitará silêncio nem omissão”, afirma Sóstenes.

    O deputado líder dos bolsonaristas na Câmara ainda criticou Moraes por ele relatar muitos julgamentos contra políticos de direita, chamando de perseguição seletiva. “Será que o STF tem 11 ministros ou só um? Alexandre de Moraes virou relator de praticamente todos os processos contra políticos de direita. Coincidência? Não. É concentração de poder. É perseguição seletiva”, diz.

    Trama golpista

    Ramagem é um dos réus do chamado ‘Núcleo 1’, acusados pelo crime de golpe de Estado. Na decisão, Moraes votou para suspender parcialmente a ação contra o parlamentar — a Câmara chancelou que fosse suspenso todo o processo. O magistrado também assinalou que a Casa legislativa não tem poder de interromper a ação contra os demais réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “A resolução nº 18 de 2025 da Câmara dos Deputados é inaplicável em relação aos corréus Almir Garnier Santos, Anderson Gustavo Torres, Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Jair Messias Bolsonaro, Mauro César Barbosa Cid, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Walter Souza Braga Netto, devendo o processo prosseguir integralmente em relação a todos os crimes constantes na decisão de recebimento da denúncia”, destacou o magistrado.

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    O voto de Moraes foi proferido na abertura do plenário virtual da Primeira Turma do Supremo. Logo em seguida, o ministro Cristiano Zanin votou seguindo o relatório de Moraes. “Adoto, inicialmente, o bem delineado relatório já disponibilizado pelo eminente relator, ministro Alexandre de Moraes.” Além deles, também deverão se manifestar os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O prazo para o julgamento é até a próxima terça-feira, 13.

    No total, Ramagem é acusado de cinco crimes: organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

    Trancamento

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira, 7, o trancamento da ação penal que tramita no STF contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) por tentativa de golpe de Estado. Com isso, o parlamentar ficou isento de responder ao processo enquanto tiver mandato.

    Em fevereiro deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu ao STF uma denúncia contra Ramagem acusando o ex-chefe da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, de fazer parte de um “núcleo crucial” de agentes que visavam romper a ordem democrática do país.

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